Um desfile, esta quinta-feira em Lisboa, entre a Praça Luís de Camões e o Palácio de São Bento, exigiu o reconhecimento de várias profissões industriais, entre as quais a metalurgia e a química, como sendo de desgaste rápido.
A ação foi promovida pela Fiequimetal, Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Elétricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas, que decidiu entregar neste dia na Assembleia da República uma petição que conta com mais de 13 mil subscritores.
De acordo com a federação sindical trata-se de “trabalhadores que executam tarefas associadas a trabalho monótono, repetitivo, com elevada cadência, com exposição a agentes químicos perigosos, em horários por turnos, no período noturno ou em laboração contínua”.
Defende-se ainda a definição de “condições mais favoráveis de acesso à reforma” para estes profissionais. Um sistema em que a idade normal para a pensão de velhice fosse “reduzida em um ano, por cada dois anos de serviço efetivo prestado, de forma ininterrupta ou interpolada”. Os trabalhadores pretendem que o limite mínimo para acesso a esta pensão seja aos 55 anos, “idade a partir da qual deve ser reconhecido o direito à pensão por velhice, desde que tenham trabalhado, pelo menos, 20 anos civis, seguidos ou interpolados, em condições de desgaste rápido”.
O deputado bloquista José Soeiro marcou presença na jornada de luta, apoiando as reivindicações destes trabalhadores.
Sublinhou nesta ocasião que é preciso reconhecer o desgaste de trabalhadores que trabalham “por turnos, em contraluz, com horários desencontrados”. “Hoje a lei do trabalho não reconhece esses desgaste e obriga as pessoas a trabalhar até ao limite das suas forças”, vincou.
Assim, para ele, “é preciso reconhecer esse desgaste e garantir o acesso a uma reforma antecipada”.
O dirigente bloquista dá como exemplo o que o partido conseguiu fazer avançar no caso dos trabalhadores das pedreiras mas acredita que “há muito mais trabalhadores que têm condições desgastantes, seja na indústria, mas também noutros setores, e precisam de ser reconhecidos”.
O Bloco de Esquerda, insiste, pretende insistir no “reconhecimento dos 800 mil trabalhadores por turnos” como trabalhadores em situação de desgaste rápido.