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Trabalhadores dos bares da CP ocuparam linha em protesto

Os trabalhadores atrasaram a saída de um comboio intercidades esta manhã em Lisboa. Os seus empregos estão em causa e têm salários em atraso. Há 12 dias que estão acampados nas estações de Santa Apolónia e Campanhã e prometem ficar até que a sua situação se resolva.

Um grupo de trabalhadores dos bares da CP ocupou momentaneamente este sábado a linha de comboio na estação de Santa Apolónia em Lisboa. O protesto fez com que o Intercidades com destino a Braga, previsto para as 9h30, tenha sido atrasado até às 10h21 e terminou com a presença de polícia no local.

Os 130 trabalhadores dos bares da CP estão num processo de luta com salários em atraso e os seus empregos em causa devido à situação económica da concessionária do serviço, a Apeadeiro 2020. Em greve desde 1 de março, há também um grupo acampado em protesto nas estações de Santa Apolónia e Campanhã há 12 dias. Uma forma de protesto que promete não desmontar até que a situação se resolva.

Presente na ação, a deputada bloquista Isabel Pires relatou: “O comboio das 9.30 horas em Santa Apolónia está parado. Os trabalhadores dos bares dos comboios continuam sem salário há mês e meio. A CP continua a não resolver a situação, o governo nada diz. Aqui estamos, em solidariedade com estas 130 pessoas sem salário”.

De acordo com o Público, 30 a 40 trabalhadores participaram no protesto e “cerca de 12 polícias” estiveram presentes, segundo a jornalista Liliana Borges.

À SIC, Luís Batista, dirigente do Sindicato de Hotelaria do Sul, explicou que "a CP insiste em não assumir a responsabilidade da gestão direta do serviço a bordo dos bares de longo curso" e que a empresa privada que o faz, "uma empresa de vão de escada" que "em 18 meses acumulou 900 mil euros de dívidas às Finanças, à Segurança Social, a privados e também aos trabalhadores e com isso arrastou 130 trabalhadores para uma situação social complexa." E sem respostas da CP e do governo "o processo de luta vai naturalmente radicalizar-se" porque "a nossa vida fica cada vez mais difícil".

A ação, diz o dirigente sindical, foi espontânea e os trabalhadores queriam "apresentar-se ao serviço" no comboio que ficou parado. "Uma consequência de não haver respostas", reforça.

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