Pacote laboral

Trabalhadores do setor social aderem à greve geral

21 de novembro 2025 - 17:46

O Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Solidariedade e Segurança Social diz que a contrarreforma laboral “só tem medidas gravosas” para os trabalhadores, que neste setor “são dos mais mal pagos do país”, apesar de terem sido considerados essenciais durante a pandemia.

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STSSSS na manifestação da CGTP contra o pacote laboral. Foto STSSSS
STSSSS na manifestação da CGTP contra o pacote laboral. Foto STSSSS

Os trabalhadores do setor social, que prestam serviços nas Misericórdia, IPSS e Bombeiros Humanitários espalhadas pelo país, vão aderir à greve geral de 11 de dezembro. “Os trabalhadores deste sector são dos mais mal pagos do país, durante a pandemia considerados trabalhadores essenciais e desde lá sempre desconsiderados, veem agora o Governo a tentar piorar ainda mais a sua vida com este anteprojeto de uma contrarreforma laboral que só tem medidas gravosas para os trabalhadores”, afirma o STSSSS ao anunciar o pré-aviso de greve.  

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Para estes trabalhadores, além da “afronta á Constituição” que o pacote laboral representa, ele “está carregado de ataques aos já de si fragilizados direitos dos trabalhadores”. Entre as medidas mais gravosas, destacam “uma ainda maior facilitação dos despedimentos e a aplicação de despedimentos sem justa causa, uma ainda maior desregulação dos horários de trabalho, a imposição dos bancos de horas e do trabalho suplementar não pago, a generalização da precariedade, a facilitação do recurso a contratação precária, o ataque aos direitos das crianças, limitando os direitos dos pais no acompanhamento dos filhos e restringindo os direitos de maternidade e parentalidade, o ataque à liberdade sindical, ao direito à greve, a facilitação da caducidade dos CCT e ainda uma maior limitação do princípio do tratamento mais favorável para o trabalhador”.

Além de rejeitarem “o assalto aos direitos” de quem trabalha, o sindicato apela à greve para “combater a política de retrocesso” e defender o “aumento geral e significativo de todos os salários, e carreiras dignas para o sector social, pelas 35 horas semanais de trabalho e 25 dias de férias para todos, pela revogação das normas gravosas que já hoje estão na legislação laboral e que promovem a precariedade, a desregulação dos horários, a facilitação dos despedimentos, o bloqueio da contratação colectiva e o desequilíbrio das relações laborais a favor dos patrões”.