Pacote laboral

Trabalhadores do Parque da Autoeuropa dizem que essas empresas não querem mexer na lei laboral

05 de março 2026 - 16:09

No final das reuniões com a CGTP e a UGT, representantes dos dez mil trabalhadores das empresas do Parque Industrial da Autoeuropa prometeram continuar a luta contra o pacote laboral.

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Daniel Bernardino, porta-voz da Coordenadora das CT do Parque Industrial da Autoeuropa, no plenário realizado no início de dezembro de 2025
Daniel Bernardino, porta-voz da Coordenadora das CT do Parque Industrial da Autoeuropa, no plenário realizado no início de dezembro de 2025

A Comissão Coordenadora das Comissões de Trabalhadores das Empresas do Parque Industrial da Autoeuropa prosseguiu esta quinta-feira a roda de reuniões com as centrais sindicais para acompanhar o andamento das negociações  do pacote laboral. Depois de na véspera terem reunido com a CGTP, foi agora a vez do encontro com a UGT.

No final da reunião, Daniel Bernardino afirmou à agência Lusa que os cerca de dez mil trabalhadores do parque industrial “estão organizados para continuarem com a luta contra o pacote laboral”, pois sabem que a proposta do Governo “iria diminuir os direitos que os trabalhadores têm ao dia de hoje e, para pior, já basta assim”.

O porta-voz da Coordenadora das CT diz que nem os patrões das empresas do parque industrial veem “qualquer necessidade de alterar a legislação laboral, porque aquilo que têm hoje em dia serve perfeitamente os trabalhadores e as empresas”.

A lei atual não é entrave à alta produtividade nestas empresas de componentes e fabrico automóvel e “não necessitamos das leis alteradas para continuarmos com a produtividade que já temos ao dia de hoje”, prosseguiu Daniel Bernardino após transmitir às duas centrais sindicais que os trabalhadores que representam não irão desviar-se “um milímetro daquilo” do que tem sido feito nos últimos meses, incluindo na greve geral de 11 de dezembro.