Trabalhadores do Metro de Lisboa e funcionários judiciais também agendaram greves para esta semana

24 de setembro 2014 - 17:18

Esta quarta-feira, os enfermeiros iniciaram uma paralisação de 48h, que conta já com uma adesão de cerca de 87%. Os trabalhadores do Metro de Lisboa também levarão a cabo uma greve de 24h esta quinta-feira. Já o protesto dos funcionários judiciais terá lugar na sexta-feira. Desde que o Governo PSD/CDS-PP tomou posse, os sindicatos da Função Pública promoveram 208 greves, o equivalente a uma em cada cinco dias.

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Foto de Paulete Matos.

A greve no Metropolitano de Lisboa deverá ter efeitos já a partir das 23h de hoje e prolongar-se-á até às 00h15 de sexta-feira, não tendo o Tribunal Arbitral fixado serviços mínimos para esta paralisação.

Segundo esclarece a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) na sua página de internet, com estas lutas “os trabalhadores exigem a manutenção da componente social do serviço prestado pela empresa”, “o cumprimento integral do Acordo de Empresa e o fim dos roubos nos salários e nas reformas”.

Também fazem parte das reivindicações enunciadas “a reposição do quadro de trabalhos, necessários para a reposição de um serviço com maior qualidade e segurança” e um “investimento que permita a reposição de um serviço com a qualidade e segurança que os utentes têm direito”.  

“Esta é uma luta em defesa dos trabalhadores e utentes, que, devido às políticas de destruição do serviço social do ML, estão a ver os preços a aumentar e a redução da regularidade e frequência dos comboios, enquanto as condições de trabalho e remuneratória e degradar-se e os postos de trabalho a diminuírem, enquanto crescem os números dos lugares de direção”, avança a Fectrans.

O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), por sua vez, convocou para sexta-feira uma paralisação de 24h como forma de protesto pela carência de recursos humanos e as falhas no sistema informático Citius.

“É necessário dizer basta”, afirmou o presidente do SFJ, Fernando Jorge.

Uma greve a cada cinco dias

Desde que o governo PSD/CDS-PP tomou posse, em junho de 2011, os sindicatos da Função Pública já convocaram 208 greves, segundo as contas avançadas esta quarta-feira pelo Diário de Notícias, com base num levantamento dos avisos e pré-avisos de greve comunicados à Direcção-Geral da Administração Pública e Emprego (DGAEP).

A política austeritária imposta pela maioria de direita, que se traduziu em cortes salariais, encerramento de serviços públicos, privatizações e despedimentos em massa, está na origem dos protestos.