A greve no Metropolitano de Lisboa deverá ter efeitos já a partir das 23h de hoje e prolongar-se-á até às 00h15 de sexta-feira, não tendo o Tribunal Arbitral fixado serviços mínimos para esta paralisação.
Segundo esclarece a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) na sua página de internet, com estas lutas “os trabalhadores exigem a manutenção da componente social do serviço prestado pela empresa”, “o cumprimento integral do Acordo de Empresa e o fim dos roubos nos salários e nas reformas”.
Também fazem parte das reivindicações enunciadas “a reposição do quadro de trabalhos, necessários para a reposição de um serviço com maior qualidade e segurança” e um “investimento que permita a reposição de um serviço com a qualidade e segurança que os utentes têm direito”.
“Esta é uma luta em defesa dos trabalhadores e utentes, que, devido às políticas de destruição do serviço social do ML, estão a ver os preços a aumentar e a redução da regularidade e frequência dos comboios, enquanto as condições de trabalho e remuneratória e degradar-se e os postos de trabalho a diminuírem, enquanto crescem os números dos lugares de direção”, avança a Fectrans.
O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), por sua vez, convocou para sexta-feira uma paralisação de 24h como forma de protesto pela carência de recursos humanos e as falhas no sistema informático Citius.
“É necessário dizer basta”, afirmou o presidente do SFJ, Fernando Jorge.
Uma greve a cada cinco dias
Desde que o governo PSD/CDS-PP tomou posse, em junho de 2011, os sindicatos da Função Pública já convocaram 208 greves, segundo as contas avançadas esta quarta-feira pelo Diário de Notícias, com base num levantamento dos avisos e pré-avisos de greve comunicados à Direcção-Geral da Administração Pública e Emprego (DGAEP).
A política austeritária imposta pela maioria de direita, que se traduziu em cortes salariais, encerramento de serviços públicos, privatizações e despedimentos em massa, está na origem dos protestos.