Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal anunciam a greve, com início às 23h30m de quarta-feira e término às 23h30 de quinta-feira, e criticam o "silêncio da empresa" face à proposta apresentada com o caderno reivindicativo dos funcionários.
Os trabalhadores da MCH- Logística, pertencente ao Grupo Sonae, denunciam uma política empresarial discriminatória, que premeia os administradores executivos em detrimento de todos os outros trabalhadores e a insensibilidade dos gestores “ao diálogo e à melhoria das condições de vida de quem trabalha em condições duras, com a exigência de elevados níveis de produção, sem as devidas compensações".
O presidente do sindicato, Jorge Pinto, relembra que "grupo Sonae atribuiu no ano 2009 aos administradores executivos 3,89 milhões de euros de dividendos e, a alguns trabalhadores da empresa MCH - Logística, deram um miserável aumento salarial de 90 cêntimos dia", pelo que “os trabalhadores têm direito à indignação”.
O caderno reivindicativo apresentado pelos trabalhadores inclui matérias relacionadas com prémios e evolução das carreiras profissionais na logística, que não fazem parte do processo negocial em curso com a com a APED - Associação que representa o patronato do sector.
Os trabalhadores reclamam "salários dignos", superiores à média praticada na empresa de 550 euros mensais, abaixo 40% do salário médio nacional, e que incluem um aumento mínimo de 25 euros no salário base e de 5 por cento no subsídio de alimentação, e o descongelamento do seu "futuro profissional".
No comunicado apresentado, os trabalhadores “reafirmam toda a determinação para lutar para atingir os objectivos vertidos no caderno reivindicativo”.