Os trabalhadores não docentes do Pré-escolar e do 1º Ciclo do Ensino Básico do concelho da Amadora vão estar em greve esta sexta-feira. Protestam contra a falta de assistentes operacionais e concentram-se pelas 10.30 em frente à Câmara Municipal da Amadora.
A paralisação afeta mais de 50 escolas em 12 agrupamentos.
Ao Jornal de Notícias, Armando Almeida, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas diz que “a falta de profissionais nas escolas da Amadora provoca stress e burnout nos poucos que asseguram as funções e chega-se ao ponto, na Escola Inclusiva, de ter assistentes operacionais a realizarem tarefas que cabem a enfermeiros, como a administração de insulina, alimentação por sonda, às crianças” com necessidades educativas.
Acrescenta que “a falta de profissionais põe em causa a segurança nas várias escolas do concelho, muitas em zonas urbanas sensíveis e onde chegamos a ter um funcionário para dois pavilhões com salas de aula”.
O dirigente sindical acusa a autarquia de “falta de respeito” e de não ter “interesse em resolver o problema” como teria ficado provado na última reunião entre as partes em julho.
Para além da falta de trabalhadoras, há também um problema de precariedade. De acordo com o sindicato, há 150 trabalhadores com contratos a termo há mais de seis anos. Estes, defende, deviam ser trabalhadores dos quadros em vez de se “celebrar contratos a termo, uns atrás dos outros, com os mesmos trabalhadores”.