Lutas

Trabalhadores da ESIP em greve na sexta

17 de dezembro 2024 - 21:40

Nos últimos 15 anos, o subsídio de alimentação aumentou apenas 60 cêntimos. O contrato coletivo de trabalho do setor da indústria das conservas de peixe não é revisto desde 2016. E são precisos aumentos salariais dignos na empresa conserveira de Peniche.

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Trabalhadores da ESIP
Trabalhadores da ESIP. Foto da CGTP.

O contrato coletivo de trabalho do setor da indústria das conservas de peixe não é revisto desde 2016. E os trabalhadores da conserveira European Seafood Investments Portugal (ESIP), do grupo Thai Union, têm um caderno reivindicativo que querem ver negociado e do qual constam exigências como “aumentos salariais dignos” e a atualização do subsídio de alimentação que, nos últimos 15 anos, aumentou apenas 60 cêntimos.

Razões mais que suficientes para partirem para a greve durante 24 horas no próximo dia 20 de dezembro, uma paralisação que foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Setores Alimentar, Bebidas, Agricultura, Aquicultura, Pesca e Serviços Relacionados.

Do caderno reivindicativo apresentado à empresa fazem ainda parte questões como o gozo do dia de aniversário do trabalhador ou de filho até 12 anos e 25 dias de férias.

A European Seafood Investments Portugal está sediada em Peniche desde 2006, dedicando-se à indústria conserveira e à aquicultura. Faz parte da multinacional tailandesa Thai Union, criada em agosto de 1977. Esta começou como apenas um exportador de atum em lata, depois tornou-se um gigante mundial do setor das conservas. Tem fábricas na Alemanha, Escócia, França, Gana, Polónia, Portugal, Papua-Nova Guiné, Noruega, Seychelles, Tailândia e EUA. Os seus negócios agora incluem atum, camarão, sardinha, cavala, salmão, rações para animais de estimação e alimentos congelados e processados, contando com mais de uma dezena de marcas.