Trabalhadores abrangidos por despedimentos coletivos mais do que duplicam em 2020

29 de janeiro 2021 - 12:53

No ano passado foram registados 698 processos de despedimento coletivo, que envolveram 7.513 trabalhadores. De acordo com os dados da Direção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho, estes são os valores mais elevados desde 2013.

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A Direção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho (DGERT) informa que, de janeiro a dezembro de 2020, as empresas comunicaram 698 processos de despedimento coletivo, face aos 345 registados em 2019. Quanto ao número de trabalhadores atingidos, a subida também ultrapassa os 100%, ascendendo a 7.523, em comparação com os 3.616 trabalhadores contabilizados no período homólogo.

Os valores divulgados pela DGERT são os mais elevados desde 2013, altura em que se verificaram 990 despedimentos coletivos e 9.262 trabalhadores abrangidos. O maior número de processos de despedimento coletivo foi registado nas micro e pequenas empresas, com 279 e 291 processos, respetivamente.

Fonte: DGERT

A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a mais fustigada, com 375 processos de despedimento, seguida do Norte (220), Centro (57), Algarve (32) e Alentejo (14).

Clicar em cima da imagem para ampliar (Fonte: DGERT)

 

O Orçamento do Estado para 2021 não prevê qualquer agravamento da taxa de desemprego. No entanto, em dezembro, o Banco de Portugal e a OCDE alertaram para um agravamento do peso do desemprego na população ativa para a fasquia dos 9%.

O site Despedimentos.pt tem vindo a denunciar inúmeros casos de atropelos aos direitos laborais em processos de despedimentos coletivos. Em causa estão entidades como a Impala, SPAL, Casa de Saúde de Amares, Davimalhas, Azincon, Prisma Paraíso, Pastelaria Caravela, Esmeraldina da Silva Coelho, Melo Santos, entre várias outras.