Trabalhadoras do têxtil queixam-se de "terrorismo laboral" em Penamacor

20 de dezembro 2023 - 10:18

O Sindicato dos Trabalhadores do Sector Têxtil da Beira Baixa acusa a empresa de confeções Unideco, em Penamacor, de atraso constante no pagamento dos salários e de situações de maus-tratos que já obrigaram à intervenção da GNR.

PARTILHAR
Sindicato dos Trabalhadores do Sector Têxtil da Beira Baixa na manifestação nacional da CGTP em Lisboa
Sindicato dos Trabalhadores do Sector Têxtil da Beira Baixa na manifestação nacional da CGTP em Lisboa. Foto publicada na página Facebook do sindicato.

As trabalhadoras da empresa têxtil Unideco, em Penamacor, ameaçam avançar para a greve no dia 27 caso não vejam o salário de novembro e o subsídio de Natal pagos até à véspera, anunciou o Sindicato dos Trabalhadores do Sector Têxtil da Beira Baixa em comunicado citado pela agência Lusa.

Segundo o sindicato, o atraso no pagamento dos salários tem sido constante, com o vencimento de outubro a ser pago apenas a 20 de novembro, Quanto aos subsídio e Natal e férias do ano passado, só foram pagos este ano em duodécimos até outubro.

Mas o pagamento dos salários com atraso não é a única razão de queixa numa fábrica onde as trabalhadoras dizem sofrer "terrorismo laboral", com uma chefe de linha que, segundo o sindicato, “usa e abusa do poder que lhe foi dado pela gerência para maltratar, desrespeitar, pressionar e enxovalhar as trabalhadoras”.

O sindicato fala em pressões e ameaças num ambiente em que “a empresa mistura questões pessoais com as profissionais” e há “vários trabalhadores com depressão”. E refere ainda que  já existiu a necessidade de “recorrer à intervenção da GNR devido aos maus-tratos recebidos dentro da empresa” e que foram denunciadas perante a Autoridade para as Condições do Trabalho situações de assédio moral. As tentativas da Lusa para contactar a administração da empresa não tiveram sucesso.