Todos pela Escola Pública: nova associação quer “dar voz à comunidade educativa”

08 de outubro 2020 - 22:36

Ambientalistas, sindicalistas e ativistas do movimento contra o amianto nas escolas juntaram-se a pais, alunos, professores e funcionários na recém-fundada Associação Todos pela Escola Pública.

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Logotipo da ATEP.
Logotipo da ATEP.

Em comunicado, os promotores da ATEP, Associação Todos pela Escola Pública, dão a conhecer os objetivos do recém-fundado grupo. Pretendem “dar voz à comunidade educativa perante a tutela e abordar temas que são recorrentemente deixados para trás, com base nos princípios da igualdade, equidade, acessibilidade, cooperação e construção comum”.

A ATEP foi criada por “várias dezenas de encarregados de educação, professores, diretores escolares, alunos e funcionários não docentes”, alguns dos quais participam no Movimento Escolas Sem Amianto e outros que integraram “várias outras associações e movimentos da sociedade civil”. Dos seus órgãos sociais fazem parte, além do presidente André Julião, coordenador do MESA, figuras como Íria Roriz Madeira, membro da associação ambientalista ZERO, Miguel Azevedo, responsável pelo Movimento Cidadão Diferente, Pedro Faria, dirigente do STSSSS - Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Solidariedade e Segurança Social ou Eduardo Couto, coordenador da plataforma de apoio a estudantes Quarentena Académica.

O seu presidente esclarece que “a ATEP procurará criar sinergias e pontes com outras organizações do setor – sindicatos, associações de estudantes, associações de pais e outras – sempre que se justifique e procurando atingir objetivos pelo diálogo com a tutela. Não deixando nunca de exigir respostas através de todas as formas de intervenção cívica ao dispor, sempre que seja justo e necessário”.

De entre os temas que pretendem trazer a público estão a requalificação do parque escolar, o equipamento e informatização das escolas, a universalização do acesso às novas tecnologias e à Internet, as necessidades de formação e valorização do corpo docente e não docente, a valorização dos profissionais das comunidades educativas, a intervenção cívica dos alunos, as acessibilidades e transportes públicos, a melhoria de condições para o ensino especial e a inclusão, a melhoria do fornecimento de refeições escolares, a agilização da ação social escolar e o desenvolvimento do ensino profissional.