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Theresa May vê aprovada moção de confiança

A Câmara dos Comuns aprovou esta quarta-feira, com 200 votos a favor e 117 contra, a moção de confiança à líder conservadora e primeira-ministra, Theresa May.
Foto de EU2017EE Estonian Presidency, Flickr.

A moção, exigida por 48 deputados conservadores (15% do grupo parlamentar), precisava de 158 votos (maioria simples do grupo parlamentar de 315 deputados) para ser aprovada ou rejeitada.

Teresa May alertou que “uma mudança de liderança no Partido Conservador agora colocaria em risco o futuro” do país e “criaria incerteza” na pior altura.

“Semanas passadas a afastarmos-nos apenas vai criar mais divisão no momento em que devíamos estar juntos a servir o nosso país. Essa divisão não serve o interesse nacional. As únicas pessoas que veriam os seus interesses satisfeitos seriam Jeremy Corbyn e John McDonnell”, frisou.

O desfio à liderança da primeira-ministra surgiu no âmbito da crise que vive o Governo face à decisão de May de atrasar a importante votação agendada para terça-feira sobre o acordo do Brexit que teria lugar na Câmara dos Comuns. Teresa May optou por adiar a votação, certa de que iria perder, perante a rejeição que o pacto gerou entre os deputados tories eurocéticos e muitos da oposição.

A primeira-ministra britânica iniciou intensos contatos com líderes europeus por forma a conseguir algum tipo de concessão por parte da União Europeia (UE) que satisfizesse os seus opositores e permitisse a aprovação do acordo em Londres.

Numa sessão prévia à votação, o líder da oposição, o trabalhista Jeremy Corbyn, denunciou que depois da ronda de negociações de última hora de May "nada mudou".

Corbyn afirmou que a situação é vergonhosa, lembrando que a Câmara já tinha marcado uma data para a votação, e pediu à primeira ministra que descarte categoricamente um Brexit sem acordo.

Tendo resistido esta quarta-feira à censura do seu próprio partido, May ainda terá de superar o trâmite parlamentar em Westminster, adiado esta segunda-feira por falta de apoios. A data limite para aprovar o acordo está fixada para 21 de janeiro.

Entretanto, Teresa May já assumiu que não se irá recandidatar às legislativas de 2022.

 

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