O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) deliberou esta terça-feira, em Assembleia-Geral, avançar para uma greve total nos dias 18, 19, 20, 25 e 26 de Junho e 1, 8, 15, 22 e 29 de Julho. Em declarações ao Público, Ricardo Andrade, dirigente deste sindicato, esclareceu que este protesto decorre na sequência da “retirada unilateral e ilegal de um tripulante por voo, violando as cláusulas do Acordo de Empresa”.
Esta medida, que entra em vigor esta quarta-feira, poderá, segundo o sindicato, implicar falhas na segurança. Ricardo Tavares declarou à Agência Lusa que "menos tripulantes com a mesma carga de trabalho significará que os passageiros poderão ver comprometido o atendimento e a segurança", uma vez que "uma pessoa mais cansada tem mais dificuldades em responder da mesma forma a certo tipo de situações".
O dirigente sindical avançou ainda que a aplicação desta medida terá um efeito ainda mais preocupante no caso dos voos de longo curso, na medida em que o tripulante dispensado vai ser o chefe de cabine, "o segundo na hierarquia, que tem uma importância elevada mesmo em termos de segurança".
Ricardo Tavares considera que esta greve terá uma “adesão significativa”, tendo em conta “a mobilização para a assembleia-geral [317 tripulantes] e o descontentamento dos trabalhadores”