De acordo com os dados revelados, esta quarta-feira, pelo Banco de Portugal o aumento do spread intensificou-se, numa primeira fase, devido à descida das taxas Euribor e, numa segunda fase, quando as dificuldades de financiamento surgiram na Banca.
Outro dado revelado pelos números do Banco de Portugal prende-se com o aumento da diferença entre os spreads do crédito à habitação e o dos créditos conexos, contratados para a realização de obras tendo por base a mesma hipoteca contratual.
Contas feitas, o custo total do crédito à habitação iniciou uma subida no início de 2010, após ter estado em queda entre meados de 2008 a finais de 2009. Os mesmos dados demonstram ainda que a taxa anual efectiva (TAE), que representa numa base anual e em percentagem do volume de crédito concedido a totalidade dos encargos associados a um contrato de crédito, subiu de um mínimo de 3,2%, em Janeiro de 2010, para 4,2%, em Setembro de 2010.
O relatório do Banco de Portugal assinala ainda que os créditos concedidos a taxa variável têm, regra geral, custos globais inferiores aos que são praticados nos contratos a taxa fixa. A explicação apontada pelo Banco refere que o risco associado a cada uma das modalidades está na base da diferença encontrada.
A taxa Euribor a seis meses contínua a ser o indexante preferido por quem contratualiza um crédito à habitação, correspondendo a quase 51% do total de créditos, embora no ano de 2010 a Euribor a três meses tenha obtido a preferência dos contratualizantes.
Troika introduz subida de IMI
As medidas propostas pela troika relativas ao imobiliário passam pelo aumento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), o fim das isenções e deduções fiscais, o fim faseado das deduções de rendas e transferência das receitas de IMI para o poder central.