O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) afirmou esta quinta-feira que foi de 90% a adesão à greve dos trabalhadores da Higiene Pública Empresa Municipal (HPEM), a empresa de recolha de lixo de Sintra.
A greve começou na quarta e prolonga-se até 31 de Agosto. Os trabalhadores paralisam duas horas no início de cada turno laboral. "Praticamente não houve frota na rua durante as duas horas de cada turno. Apenas dois ou três carros furaram a greve", disse à Lusa o sindicalista Vítor Jesus.
A greve é contra a intenção de despedimentos, em defesa dos direitos dos trabalhadores e contra a prepotência do conselho de administração. Segundo o sindicalista, a administração da HPEM "começou a mandar embora pessoal contratado", quando não há "pessoal suficiente para todos os circuitos".
Os trabalhadores concentram-se em protesto esta sexta-feira, às 9h, em frente às instalações da autarquia de Sintra.
O presidente do conselho de administração da empresa, Rui Caetano, contestou os valores de adesão anunciados pelo sindicato, garantindo que apenas 33% dos trabalhadores pararam duas horas.
O Bloco de Esquerda de Sintra expressou o seu apoio à greve dos trabalhadores e trabalhadoras da Higiene Pública, Empresa Municipal (HPEM). Em comunicado, o Bloco de Esquerda diz que “não compreende e não aceita que a Empresa Municipal tenha a intenção de despedir trabalhadores, pela não renovação dos seus contratos, quando a realidade do município e a experiência relatada pelos operários da HPEM mostram bem da necessidade de reforçar os meios de recolha de lixo e da limpeza urbana.”
Quanto às acusações de prepotência e má gestão do Conselho de Administração da Empresa, os bloquistas dizem que “Os episódios relatados são muito graves e carecem de um esclarecimento cabal por parte dos responsáveis da Empresa e da Câmara Municipal, clarificação que o Bloco de Esquerda de Sintra não vai deixar de exigir.”