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Sindicato dos Jornalistas reclama apoio urgente aos media

O Sindicato dos Jornalistas sublinhou esta segunda-feira a urgência de o Governo avançar com o investimento proposto há um mês para compra de publicidade institucional, como forma de apoio à comunicação social.
Alexa Bainbridge/Flickr

Foi anunciada no passado dia 17 de abril por Graça Fonseca, ministra da Cultura, a compra de publicidade institucional para apoiar o setor da comunicação social neste momento difícil, num total de 15 milhões de euros.

A ministra indicava que “o Estado decidiu alocar uma verba de 15 milhões de euros na aquisição antecipada de espaço para publicidade institucional, através de televisão e rádio, em programas generalistas e temáticos informativos, e através de publicações periódicas de informação geral".

Na altura, Graça Fonseca considerava que o apoio poderia decorrer durante o mês de abril, o que não se viria a concretizar.

Também Nuno Artur Silva, secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media, tinha admitido no dia 15 de abril a situação dramática que está a atravessar a comunicação social, afirmando ainda que os apoios não deveriam esquecer a imprensa regional e local.

Antes deste anúncio, o Bloco de Esquerda já tinha proposto uma verba de 15 milhões de euros a aplicar no trimestre de Maio, Junho e Julho.

Neste sentido, o Sindicato dos Jornalistas refere em comunicado que é essencial que o Governo aprove esses apoios à comunicação social e avance com a prometida discussão com os agentes do setor para medidas que assegurem a sua sustentabilidade a médio e longo prazo.

Consideram que “já passou um mês desde que o secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media se comprometeu a discutir com as organizações do setor medidas de apoio estruturais e abrangentes, que concorram para o reforço da sustentabilidade de um setor em crise estrutural”

Para o sindicato, são necessárias mais medidas para que o apoio tenha eficácia, mostrando-se disponível para discutir com o Ministério da Cultura a aprovação das medidas necessárias e “reivindicadas há muito, e por muitos, como imprescindíveis para a sobrevivência de um jornalismo livre, independente e plural”.

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