Sindicato dos Jornalistas acusa PSD-Madeira de promover “caça às bruxas”

04 de março 2012 - 12:38

Em comunicado, a Direção Nacional do Sindicato dos Jornalistas repudia a perseguição a cinco jornalistas madeirenses a quem o jornal oficial do PSD-Madeira classificou de “indígenas que também viram contra nós a opinião pública do Continente”.

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Em março, o jornal oficial do PSD-Madeira “Madeira livre” terá publicado as fotografias dos jornalistas Tolentino Nóbrega (Público), Lília Bernardes (Diário de Notícias), Nicolau Fernandes (TSF), Gil Rosa (RTP) e Egídio Carreira (RDP) apelidando-os de “indígenas que também viram contra nós a opinião pública do Continente”.

A Direcção Nacional do Sindicato dos Jornalistas defende que esta atitude configura uma "tentativa de condicionamento da liberdade" dos visados e um “acto antidemocrático intolerável”, e que o mesmo "pode constituir uma instigação" à sua perseguição, sendo, inclusive, de recear "uma caça às bruxas na Região Autónoma da Madeira”.

Em comunicado o Sindicato dos Jornalistas (SJ), lembrando que não é inédita a publicação de fotografias de jornalistas que o PSD-Madeira identifica como “inimigos”, manifesta a sua "total solidariedade para com os profissionais visados" e reafirma a sua "convicção de que os jornalistas em serviço na Madeira desempenham a profissão com o maior esforço de profissionalismo".