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Sindicato de arqueólogos denuncia falta de condições de higiene e segurança

Trabalhadores alertam para a falta de condições de trabalho e pedem uma ACT “ativa, forte e verdadeiramente inspetiva”. Em inquérito, 70% dos arqueólogos afirma ter vínculo laboral precário.
Ruínas de Conímbriga.
Ruínas de Conímbriga. Fotografia de Diego BIS/Flickr.

O Sindicato dos Trabalhadores de Arqueologia (STARQ) alerta para a “gritante” falta de condições de trabalho que se agravou devido à pandemia e que não permite aos arqueólogos exercerem a sua profissão “com segurança, dignidade e autonomia”. 

Em comunicado divulgado por ocasião do Dia Internacional dos Arqueólogos, o STARQ aponta “problemas de higiene e segurança”, que já existiam antes da pandemia de covid-19, como “paredes de edifícios de sondagens pouco seguras”, a “falta de sanitários ou mesmo lavatórios” ou “risco de hipotermia ou insolação”

“A gritante falta de condições de trabalho, que não permite exercer a profissão, criadora de riqueza cultural, histórica e científica, com segurança, dignidade e autonomia, agudizou-se com o surgimento da pandemia”, lê-se em comunicado enviado aos meios de comunicação social. 

O sindicato elogia a divulgação das normas da Direção-Geral da Saúde para a construção civil, mas alertam que “a eficácia destas normas será pouca ou nenhuma se a sua implementação ou cumprimento não forem devidamente fiscalizados”. Para isso é preciso uma Autoridade para as Condições do Trabalho “ativa, forte e verdadeiramente inspetiva”. 

No comunicado foram ainda partilhados os resultados de um inquérito feito ao longo do mês de maio junto de 185 arqueólogos. Nele, 44% dos inquiridos afirmaram que não consideram que as normas de higiene e segurança no trabalho sejam cumpridas.

Já 32% disseram ter sentido uma diminuição nos seus rendimentos e 70% diz ter uma “relação laboral precária”.

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