A proposta é enviada no seguimento da presença de Catarina Martins, num plenário com trabalhadores do setor da floresta em Vale de Cavalos (Viseu). “O compromisso que hoje aqui estabelecemos é de promover a audição dos sapadores florestais e dos vigilantes da natureza no Parlamento, com vista à criação de uma carreira que permita que o seu trabalho seja respeitado e que o seu salário também seja respeitado”, disse então Catarina Martins.
Em nota de imprensa, o SNPC afirma que com a proposta apresentada pretendem “que todos os deputados possam discutir a aposta num corpo especializado [de vigilantes da natureza], reforçado em número de efetivos e com uma base salarial ajustada às funções que desempenham atualmente.”
A carreira profissional em questão não é revista há mais de 20 anos, lembra o sindicato, “e a falta de investimento tem se refletido a nível material com falhas constantes em fardamentos, equipamentos de proteção individual, veículos continuamente avariados e sem autorização para o seu arranjo, falta material nomeadamente para a monitorização de espécies como o lince, falta de formação adequada às suas funções.”
O SNPC defende que a aposta na valorização dos vigilantes depende da revisão da Carreira Profissional, “ajustada à sua realidade e ao trabalho que todos os dias é executado na Conservação da Natureza e da Biodiversidade.”
Para além desta proposta, o sindicato está ainda a trabalhar na Carreira e no Estatuto Profissional dos Sapadores Florestais, no sentido de que brevemente também estas propostas possam ser enviadas para apresentação e discussão em audições parlamentares.
Notícia do Interior do Avesso.