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Sete agentes de autoridade alvo de processos disciplinares por discriminação em 2024

09 de abril 2025 - 10:20

O relatório anual de prevenção de manifestações de discriminação nas forças de segurança da Inspeção-Geral da Administração Interna indica que quatro polícias da PSP foram visados por processos disciplinares por discriminação. Também três militares da GNR foram denunciados pela mesma razão.

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Polícia. Foto de Paulete Matos.
Polícia. Foto de Paulete Matos.

A Inspeção-Geral da Administração Interna publica anualmente um relatório de prevenção de manifestações de discriminação nas forças de segurança. Através deste documento, fica-se a saber que foram instaurados em 2024 quatro processos disciplinares a polícias da PSP por manifestações discriminatórias.

A informação é do Público, que acrescenta que as ditas “manifestações discriminatórias” podem abranger comportamentos racistas, incluindo através de publicações em redes sociais e perpetração de crimes contra a identidade cultural e integridade pessoal.

O mesmo órgão de comunicação social acrescenta que no ano passado também houve três militares da GNR alvo de denúncias por comportamentos xenófobos e discriminatórios. Duas continuam em averiguação, ao passo que uma foi arquivada.

Em dez anos houve 44 processos disciplinares por xenofobia e discriminação étnico-racial na PSP, de acordo com o que disse Luís Carrilho, o seu diretor nacional, em fevereiro passado, numa audição na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias. Dessas 44, 30 terão sido arquivadas.

O mesmo documento mostra que houve 287 queixas de discriminação por origem racial e étnica, cor, nacionalidade, ascendência ou território de origem feitas contra cidadãos em geral e recebidas na PSP. 142 foram de mulheres, 136 homens. Em 25 casos não foi apurado o género. A maior parte dos queixosos eram brasileiros (108), surgindo os portugueses em segundo lugar (87).