A Inspeção-Geral da Administração Interna publica anualmente um relatório de prevenção de manifestações de discriminação nas forças de segurança. Através deste documento, fica-se a saber que foram instaurados em 2024 quatro processos disciplinares a polícias da PSP por manifestações discriminatórias.
A informação é do Público, que acrescenta que as ditas “manifestações discriminatórias” podem abranger comportamentos racistas, incluindo através de publicações em redes sociais e perpetração de crimes contra a identidade cultural e integridade pessoal.
O mesmo órgão de comunicação social acrescenta que no ano passado também houve três militares da GNR alvo de denúncias por comportamentos xenófobos e discriminatórios. Duas continuam em averiguação, ao passo que uma foi arquivada.
Em dez anos houve 44 processos disciplinares por xenofobia e discriminação étnico-racial na PSP, de acordo com o que disse Luís Carrilho, o seu diretor nacional, em fevereiro passado, numa audição na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias. Dessas 44, 30 terão sido arquivadas.
O mesmo documento mostra que houve 287 queixas de discriminação por origem racial e étnica, cor, nacionalidade, ascendência ou território de origem feitas contra cidadãos em geral e recebidas na PSP. 142 foram de mulheres, 136 homens. Em 25 casos não foi apurado o género. A maior parte dos queixosos eram brasileiros (108), surgindo os portugueses em segundo lugar (87).