Privação do sono durante uma semana, alimentação forçada por via retal, ameaças de morte aos detidos e seus familiares e o recurso ao método de quase-afogamento (waterboarding), são apenas algumas das descobertas macabras do relatório do Senado norte-americano.
Elaborado nos últimos cinco anos e com a oposição declarada da agência de espionagem norte-americana, o relatório conclui que as “técnicas de interrogatório” com que a CIA torturava os seus prisioneiros não resultou na recolha de informações úteis nem obviamente em conseguir a cooperação dos torturados.
Uma conclusão que desmente os argumentos de George W. Bush ou do seu antigo vice-presidente Dick Cheeney, que afirmaram recentemente que essas técnicas tinham sido essenciais para a captura e assassinato de Osama Bin Laden. Barack Obama fez do fim destes interrogatórios uma das primeiras bandeiras à chegada à Branca em 2009 e já admitiu o uso de tortura quando algumas das conclusões do relatório foram conhecidas este verão.
Outra das conclusões foi que os dirigentes da agência mentiram sistematicamente a todos os responsáveis políticos sobre as verdadeiras proporções de um programa “bem mais brutal do que nos levaram a crer”, declarou a presidente da Comissão, Dianne Feinstein. A senadora veterana classificou o programa como “uma nódoa nos nossos valores e na nossa história”.
Outra das conclusões foi que os dirigentes da agência mentiram sistematicamente a todos os responsáveis políticos sobre as verdadeiras proporções de um programa “bem mais brutal do que nos levaram a crer”, declarou a presidente da Comissão, Dianne Feinstein. A senadora veterana classificou o programa como “uma nódoa nos nossos valores e na nossa história”.
Para o relator da ONU sobre contraterrorismo, citado pelo Guardian, “os responsáveis pelos crimes revelados neste relatório devem ser trazidos à justiça”. Para Ben Emmerson, o facto de ter existido uma autorização ao mais alto nível destas práticas só “reforça a necessidade de responsabilização criminal”. O relatório menciona casos em que os próprios agentes interrogadores queriam interromper as sessões de tortura, mas os seus superiores os mandavam prosseguir.