Seguro tomou posse e Bloco vê “dois testes decisivos” no início do mandato

09 de março 2026 - 12:40

Na reação ao discurso de posse do novo Presidente da República, José Manuel Pureza diz que o país espera posições firmes de Seguro sobre o pacote laboral e o envolvimento de Portugal na guerra de Trump e Netanyahu.

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António José Seguro
António José Seguro discursa na tomada de posse. Foto José Sena Goulão/Lusa

António José Seguro tomou posse como Presidente da República esta segunda-feira, sucedendo no cargo a Marcelo Rebelo de Sousa. No discurso de posse, o novo Presidente afirmou que “a estabilidade não é um fim em si mesmo” e que “cuidar da democracia tornou-se, nos novos tempos, uma tarefa urgente a que o Presidente da República se entregará por função e por convicção”.

No final do discurso, o coordenador do Bloco de Esquerda destacou dois aspetos do discurso do novo Presidente com que também ele se identifica: o que afirmou a importância decisiva da ONU, da Carta das Nações Unidas e do respeito pelo direito internacional; e o do compromisso com a luta contra a pobreza e as desigualdades em Portugal.

Sobre o primeiro aspeto, José Manuel Pureza diz que “o país espera do Presidente António José Seguro que seja totalmente firme contra quaisquer iniciativas políticas que vão no sentido de contrariar a carta da ONU e o direito internacional e envolver Portugal num conflito que é um corte fundo sobre a primazia do direito internacional”.

No que toca ao segundo tema destacado pelo coordenador bloquista, “o país espera do Presidente António José Seguro uma posição firme e clara contrária à aprovação do pacote laboral”.

Para José Manuel Pureza, “esses dois testes serão absolutamente decisivos” ao início de funções de António José Seguro em Belém, mas também ao mandato que se segue.

Questionado pelos jornalistas sobre o significado que atribuir às palavras do novo Presidente sobre a estabilidade, Pureza respondeu que “a estabilidade decorre da qualidade da vida das pessoas: se as pessoas tiverem uma vida boa e digna, certamente terão condições para que haja estabilidade. O resto é aritmética eleitoral”.