Ouvido no âmbito do processo Portucale, que tem como um dos principais arguidos Abel Pinheiro, ex-dirigente do CDS e administrador do grupo Grão Pará, Miguel Relvas admitiu a sua intervenção, de modo a agilizar procedimentos, em dois negócios que envolviam o Banco Espírito Santo (BES).
Em causa estaria o projecto da Aenor, um consórcio de empresas liderado pela Mota-Engil, que envolvia o BES enquanto accionista e financiador, relativos a um eventual prolongamento das concessões de auto-estradas, por um prazo de mais seis anos, e a suspensão do Plano Director Municipal (PDM) de Gaia, que beneficiava o banco privado.
O secretário-geral do PSD, apesar de assumir o seu envolvimento, alegou que o governo estava em gestão, "uma fase em que tudo estava desmembrado e era tudo muito complicado", e que fez tudo em nome do interesse público.
O despacho do juiz de instrução transcreve uma conversa entre Abel Pinheiro e Miguel Relvas sobre o caso Vila Nova de Gaia onde ambos enfatizam a importância de acelerar os processos em curso.