«O grupo de trabalho que hoje sabemos existir não tem a representatividade do grupo de trabalho cuja audição foi aprovada por unanimidade em Comissão», lê-se na mesma nota.
Ao que se sabe, o documento que os membros que ficaram na comissão vão apresentar ao Governo prevê o encerramento do canal RTP Informação, o que motivou a saída de Felisbela Lopes esta quarta-feira. “Não posso assinar um documento que não considera importante a informação no serviço público. Este documento defende a redução da informação na RTP. Não posso assinar um documento que defende o encerramento da RTP Informação”, justificou a professora e investigadora da Universidade do Minho, citada pela Lusa.
"Desde 1994 que faço da informação televisiva a minha área de investigação na Universidade, porque acredito que estamos perante um campo estruturante do espaço público. Poderia hoje defender uma substancial redução da informação no serviço público?... Claro que não!", afirma ainda a pró-reitora da Universidade do Minho na sua página Facebook. A razão das demissões de Sarsfield Cabral e João do Amaral, ocorridas em Outubro, não foram tornadas públicas. A razão das demissões de Sarsfield Cabral e João do Amaral, ocorridas em Outubro, não foram tornadas públicas.
O Bloco de Esquerda apresentou já um requerimento à Comissão Parlamentar para a Ética, Cidadania e Comunicação a solicitar a «audição com carácter de urgência» de Felisbela Lopes, Francisco Sarsfield Cabral e João do Amaral, por entender que «estas demissões reduzem o número de elementos do grupo de trabalho e, mais importante, a pluralidade e diversidade de visões na elaboração do relatório sobre o conceito de serviço público de comunicação social».
Esta quarta-feira, o presidente da RTP esteve na comissão parlamentar para a Ética, Cidadania e Comunicação, onde afirmou que o plano de reestruturação financeira na empresa vai implicar a autonomização dos meios de produção e a saída de 300 trabalhadores, para além da venda de um dos canais generalistas. Na véspera, o PSD e o CDS tinham recusado dar a conhecer o plano aos deputados, alegadamente por "conter informação que interessa aos concorrentes". Face à insistência da oposição, o ministro Miguel Relvas justificou com o mesmo argumento a entrega aos deputados apenas das linhas gerais do plano.