Na entrevista, Ricardo Antunes salienta que “o capitalismo hoje quer um trabalho virtual, sem direitos, ultra-produtivo, polivalente, multi-funcional, disposto a dar a vida por um emprego que ele pode garantir só por hoje”.
O sociólogo brasileiro refere que a classe trabalhadora actualmente tem dois polos: um de trabalhadores ainda com direitos e outro, crescente, de trabalhadores precários e sem direitos. Para desenvolver as lutas do trabalho Ricardo Antunes considera que é decisivo “mostrar que o polo que ainda tem direitos e o polo que perdeu esses direitos têm uma luta em comum”.