João Semedo e Francisco Louçã reuniram no dia 16 com a CT do Metro do Porto, e Catarina Martins e Francisco Louçã reuniram quinta, em Lisboa, com o sindicato nacional dos trabalhadores dos transportes, em ambos os casos para acompanhar a preparação da greve geral e, em particular, a resposta dos sindicatos e trabalhadores às ameaças de privatização das empresas de transportes e de redução do serviço público. No Porto, apesar da pressão da administração e de alguns quadros, os trabalhadores decidiram em plenário aderir à greve.
Catarina Martins, deputada do Bloco de Esquerda que acompanha o sector dos transportes, resumiu os resultados da reunião, ao declarar que "os trabalhadores estão, com a greve de dia 24, a defender um bem essencial para as populações, que é o acesso à mobilidade dentro das cidades".
Acrescentou que "o risco da desagregação do serviço público, um objectivo de há muito tempo dos operadores privados, implicaria um grande aumento suplementar das tarifas e marginalização de quem vive mais longe" e que "os sinais dados pelo relatório encomendado pelo governo vão todos no sentido de uma bomba contra os serviços públicos de transportes".