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Restaurante acusa CDS/Algarve de “pantominice”

O proprietário da “Meta dos Leitões” diz que os congressistas do CDS só pagaram o que consumiram. O CDS/Algarve já reviu em baixa as doses de leitão supostamente cobradas a mais, mas insiste que o proprietário estava a tentar compensar o que o Governo lhe roubou.
CDS/Algarve chamou "ladrões" ao restaurante da Mealhada. O proprietário respondeu à "pantominice" e o dirigente do CDS/Algarve veio desmentir parte das acusações que fizera na véspera no Facebook.

O impacto da denúncia publicada na página de Facebook do CDS/Algarve foi enorme nas redes sociais e chegou à imprensa, que foi confrontar o líder distrital do partido sobre o episódio que o partido batizou como "A Meta dos Ladrões". Mas ao contrário do que denunciara no Facebook, José Pedro Caçorino disse esta terça-feira ao Jornal de Negócios que a conta do almoço dos 15 delegados ao Congresso do CDS afinal não tinha quatro doses a mais, mas apenas uma. O dirigente algarvio também alterou a sua versão quanto às supostas palavras do responsável do restaurante, quando confrontado com a matemática do CDS aplicada à conta do repasto pós-congressual: “Foi o que está no nosso Facebook, em resumo «andaram a roubar-me a vida toda, agora roubo-vos eu a vocês»”. Na versão original da denúncia, havia uma referência explícita ao atual governo por parte do proprietário do restaurante "Meta dos Leitões", que apenas falou à agência Lusa para negar tudo. “Isso é tudo uma pantominice. Isso é tudo falso”, afirmou Gonçalo Sarmento, que aos 70 anos é reconhecido como um dos maiores investidores do concelho da Mealhada. 

O Diário de Notícias também cita uma fonte do restaurante a desmentir que tenha sido recusado o acesso ao livro de reclamações: "O senhor que pediu o livro de reclamações queria assinar com os dados da carta de condução. Isso não é permitido. Ele disse que ia buscar o Bilhete de Identidade ao automóvel, saiu e nunca mais voltou”, explicou. A versão do líder do CDS/Algarve sobre esta parte do incidente já não coincide com a denúncia inicial. Afinal, diz agora José Pedro Caçorino, o congressista que  exigiu o livro de reclamações “ameaçou chamar a polícia, o proprietário disse que ele estava à vontade, mas como o nosso colega ainda ia ter de viajar para o Algarve entendeu ir-se embora”.

Nas redes sociais, este episódio rocambolesco publicado pelo CDS tem servido sobretudo para aumentar a popularidade do restaurante da Mealhada. A página “Eu vou comer à Meta dos Leitões”, dedicada a “fãs de leitão e apoiantes do proprietário da Meta dos Leitões, que amortizou como pôde o que o Governo lhe roubou” conseguiu mais de dois mil seguidores em oito horas.

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