Está aqui

Reforçar contratação nas escolas "é essencial à recuperação das aprendizagens”

“As escolas têm feito a sua parte” e “precisam agora de meios”, afirmou Catarina Martins. E deixou um apelo ao primeiro-ministro: “Que estes meios cheguem e que não cheguem tarde de mais”.
Foto Esquerda.net.

No dia em que os alunos dos 2.º e 3.º ciclo retomam o ensino presencial, Catarina Martins visitou a EB 2, 3 Gaspar Correia, na Portela, em Loures.

“Nós devemos um enorme agradecimento, todo o país, à forma como a comunidade escolar tem aguentado este ano letivo e o ano letivo passado. Foi um trabalho extraordinário. Têm-no feito com muito pouco apoio”, afirmou a coordenadora do Bloco no final da visita.

“Que este agradecimento seja concretizado na contratação rápida de mais gente para as escolas”, apelou.

De acordo com Catarina Martins, “precisamos de um concurso extraordinário de professores que permita às escolas ter condições para recuperar as aprendizagens, mas precisamos também de muitos outros profissionais que são essenciais à comunidade escolar, à sua recuperação, até à recuperação dos índices de saúde mental”.

“As escolas têm feito a sua parte e como a têm feito. E precisam agora de meios. Que estes meios cheguem e que não cheguem tarde de mais”, frisou.

Criticando os atrasos do Governo na implementação de medidas essenciais, a dirigente bloquista deu um exemplo das consequências da inação do Governo: “Quando estávamos aqui a chegar, subimos as escadas, passámos por uma série de caixotes. Aqueles caixotes estão cheios dos computadores que chegaram agora para o ensino à distância, no momento em que o ensino presencial reabre. Porquê? Porque se agiu tarde demais”.

“Adiar é errado”, alertou Catarina Martins, defendendo ser necessário alargar já o número de pessoal docente e não docente, “porque eles são essenciais à recuperação das aprendizagens”.

“O maior problema centra-se na falta de pessoal docente e não docente”

Nuno Reis, diretor do Agrupamento de Escolas de Portela e Moscavide, reiterou a urgência de contratar profissionais para as escolas.

“Sem dúvidas que, neste momento, o maior problema centra-se na falta de pessoal docente e não docente”, realçou o responsável. Nuno Reis assinalou que a pandemia veio agravar a falta de profissionais nas escolas. E alertou que o pessoal não docente está muito sobrecarregado. Os bares dos alunos e dos professores estão fechados “porque não há forma de disponibilizar assistentes operacionais para essas tarefas”. Assim como não tem sido possível assegurar a vigilância nos espaços exteriores.

Termos relacionados Política
(...)