Nos primeiros seis meses de 2013 registou-se uma quebra de 9282 trabalhadores em funções públicas no Estado Português, segundo números oficiais. O ensino é o mais afetado; no entanto, há mais funcionários nos serviços dos membros do governo.
De acordo com a Síntese Estatísticas do Emprego Público (SIEP), o valor global representa uma diminuição de 1,6% do emprego no sector. Segundo a mesma fonte, no final de Junho havia 574946 trabalhadores na Administração Pública – central, regional e local – menos 36855 em relação a Dezembro de 2011, o que significa um corte de seis por cento entre reformados e despedidos.
A maior amputação das capacidades de prestação de serviços públicos registou-se na administração central, com a eliminação forçada de oito mil empregos em seis meses.
A troika exige que o Estado português prescinda de dois por cento de trabalhadores da Administração Pública por ano. Em Junho, o Estado Português empregava 10,7% da população activa e 12,8% da população empregada.
O ensino é a maior vítima deste ataque à população portuguesa. Os estabelecimentos de ensino do básico e do secundário registaram a maior redução: menos 3891 trabalhadores no primeiro semestre face a final do ano passado. Comparando com Dezembro de 2011, verificam-se menos 18029 postos de trabalho nas escolas do básico e secundário.
Os cortes, no entanto, não são aplicados ao governo e respectivos servidores directos. Pelo contrário, os gabinetes dos membros do governo registaram mais 23 funcionários no primeiro semestre (um aumento de 2,4% para um total de 996 trabalhadores). Face a Dezembro de 2011, o aumento foi de 4,7% (mais 47 postos de trabalho).
As estatísticas revelam igualmente uma perda salarial continuada dos trabalhadores da Administração Pública.
Artigo publicado no portal do Bloco no Parlamento Europeu