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“Racismo não é opinião, é crime”

Esta quinta-feira, o Dia Internacional contra a Discriminação Racial foi assinalado em Lisboa com uma concentração no Largo de São Domingos. A iniciativa juntou mais de uma centena de pessoas por “nem menos, nem mais, direitos iguais”. José Manuel Pureza defendeu que “é necessário combater o racismo institucionalizado”.
Foto de Bruno Góis.

Durante a concentração, organizada por vários movimentos civis, foram ditas frases como “racismo em Portugal é colonial e estrutural”, que estas minorias “continuam a ser atacadas pelas forças policiais” e desafios para “lutar pela nacionalidade, por habitação digna, por oportunidades de trabalho e contra o racismo institucional”.

Nas faixas presentes no local liam-se frases como: “Não há violência policial”, “Queremos justiça”, “Racismo não é opinião, é crime!”, “O racismo mata!”, “Juízes, mais justiça e menos impunidade”, “Portugal é de todas as cores” ou “Oh mar de Portugal, que o teu sal são lágrimas pelo genocídio étnico e racial”.

Várias pessoas relataram as suas experiências de vida e como sentem a “discriminação racial” que ainda persiste em Portugal.

“É necessário combater o racismo institucionalizado”

Presente na concentração, José Manuel Pureza sublinhou que “se o Dia Internacional contra a Discriminação Racial servir para mostrar como a racialização é uma forma de afastar pessoas de direitos essenciais, então isso é extremamente importante e deve ser trazido para o centro da vida política”.

De acordo com o deputado, “o Bloco de Esquerda ao longo deste tempo tem colocado a luta antirracista como uma luta essencial para os direitos de todas as pessoas”.

José Manuel Pureza defendeu que é necessária uma “consciencialização da existência do racismo”, não só nas “frases mais grosseiras e nos comportamentos absolutamente primários”, mas também “naquilo que há de mais sofisticado, aquilo que é naturalizado, que a violência assenta primordialmente sobre um determinado tipo de pessoas do sobre outras e que a exclusão na habitação ou nos transportes seja natural no que diz respeito a algumas populações e é gravíssimo quando estão em causa outras populações”.

“É necessário combater o racismo institucionalizado, estrutural, que se traduz em violência e exclusão preferencial de determinadas pessoas”, vincou.

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