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Quarta-feira há "Protesto pelas Artes" em frente ao Parlamento

70 estruturas artísticas e de trabalhadores da Cultura convocam um protesto para o dia em que o ministro vai à Assembleia da República explicar os cortes no financiamento ao setor.
Foto de Paulete Matos.

Cerca de 70 estruturas subscrevem o apelo para a concentração em frente à Assembleia da República na próxima quarta-feira, dia 11 de janeiro, a partir das 8h30 da manhã. No protesto convocado na sequência dos resultados dos apoios sustentados da Direção-Geral das Artes 2023-2026, "que uma vez mais evidenciam o insuficiente investimento público no Apoio às Artes", a organização pede que “todos vistam de preto e levem um lenço de cor, exceto branco”.

Pelas 9h da manhã de quarta-feira, o ministro Pedro Adão e Silva vai dar explicações aos deputados sobre os concursos que têm sido contestados por muitas associações e que deixaram de fora cerca de metade das estruturas elegíveis para os apoios na modalidade bienal, retirando-lhes os meios para prosseguir a sua atividade.

As estruturas que convocaram o protesto de quarta-feira reivindicam "o reforço da dotação orçamental de todos os concursos de Apoio Sustentado da DGArtes que pode ir até à garantia do investimento público em todas as estruturas candidatas elegíveis para apoio, de forma a anular a falta de equidade entre as modalidades bienal e quadrienal, que subvertem todos os resultados destes concursos", refere o comunicado citado pela agência Lusa.

Exigem também "o alargamento das equipas da DGArtes, incluindo das comissões de acompanhamento, cujo trabalho deveria ser levado em consideração para a avaliação das estruturas a concurso" e "o cumprimento de todos os prazos indicados na Declaração Anual da DGArtes e nos avisos de abertura dos concursos".

Outras reivindicações deste protesto passam pelo "crescimento mais ambicioso do orçamento do Ministério da Cultura, o fim das cativações e a integral execução orçamental por parte do Governo" e "a manutenção de um diálogo permanente entre o Governo e todas as associações representativas de profissionais e estruturas".

Entre as estruturas que convocam este "Protesto pelas Artes" estão os Artistas Unidos, o Ballet Contemporâneo do Norte, a Companhia Clara Andermatt, a Escola de Mulheres, a Filandorra – Teatro do Nordeste, a Plataforma 285, o Teatro Ibérico e o Teatro Nacional 21, a Associação de Artistas Visuais em Portugal (AAVP), a Plateia - Associação de Profissionais das Artes Cénicas e a REDE - Associação de estruturas para a Dança Contemporânea.

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