Qualidade das águas nas praias piorou, diz Zero

07 de agosto 2024 - 11:28

A organização ambientalista diz que é preciso “identificar a origem dos problemas e averiguar responsabilidades” e “acima de tudo, prevenir a contaminação”, sobretudo nas praias do interior que são proporcionalmente mais afetadas.

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Praia da Ribeira, Cascais.
Praia da Ribeira, Cascais. Foto de Kalboz/Flickr.

Nas 664 águas balneares monitorizadas, há “um número limitado de praias a revelarem problemas, mas de forma mais expressiva do que na época balnear passada”. A conclusão é da Zero que adianta que desde o início desta época balnear, no início de maio, já foi desaconselhado ou proibido ir a banhos em 46 praias do país. Mais 17 do que no mesmo período do ano passado. Sendo que “nestas zonas balneares as análises ultrapassaram os limites fixados tecnicamente a nível nacional relativamente a, pelo menos, um dos dois parâmetros microbiológicos que são avaliados (Escherichia coli e Enterococus intestinais)”.

Foram também interditadas 41 praias, 26 interiores e 15 costeiras. São ao todo mais 13 do que no ano passado.

As contas são feitas apesar de “falhas na informação que é disponibilizada no sítio da Internet da Agência Portuguesa do Ambiente”. Aí “nem sempre se esclarecem devidamente os motivos de interdição das zonas balneares e os procedimentos por parte dos Delegados Regionais de Saúde”.

Para além disso, “há 92 águas balneares sem quaisquer resultados de análises disponibilizados (14% do total de águas balneares), sendo que praticamente todas as praias são da Região Autónoma dos Açores”.

Para a organização é preciso “identificar a origem dos problemas e averiguar responsabilidades” e “acima de tudo, prevenir a contaminação”, sobretudo nas praias do interior que são proporcionalmente mais afetadas.

De acordo com o comunicado da Zero, as águas balneares com maior número de situações de água imprópria para banhos foram Matosinhos, com três casos de desaconselhamento ou proibição de ir a banhos e Parede (Cascais), Camilo (Lagos), Bitetos (Marco de Canavezes), Vieira (Marinha Grande), Molhe Leste (Peniche) e Azenhas do Mar (Sintra), estas com duas situações de desaconselhamento ou proibição de banhos.

No total, o concelho de Cascais foi o que teve maior o maior número de praias afetadas por qualidade imprópria ou interdições com seis casos.