Greve geral

Pureza acredita em forte adesão à greve para travar “agressão ao mundo do trabalho”

10 de dezembro 2025 - 18:57

O coordenador do Bloco diz que só a pressão da rua e da opinião púbica pode travar o pacote laboral do Governo “que vai contra aquilo que é a vontade social maioritária”.

PARTILHAR
José Manuel Pureza
José Manuel Pureza. Foto de Rafael Medeiros

Em véspera de greve geral, José Manuel Pureza reuniu com a UGT e aos jornalistas manifestou confiança numa forte adesão na quinta-feira. “Acredito mesmo que amanhã vai ser um dia de grande mobilização, acredito que em grande medida o país vai parar para sinalizar ao Governo e às direitas que o que estão a fazer é uma agressão ao mundo do trabalho e aos direitos das pessoas, aos pais e mães que trabalham, aos precários, aos trabalhadores que têm horas extraordinárias e que vão receber menos. Tudo isso vai ter que parar, porque é uma agressão absolutamente inqualificável aos direitos de quem trabalha”, afirmou o recém-eleito coordenador do Bloco de Esquerda.

Greve Geral

Quem pode fazer greve? Conhece os teus direitos

08 de dezembro 2025

Pureza sublinhou que “se não for a pressão da rua, se não for a pressão dos locais de trabalho, se não for a pressão da opinião pública, podemos ter uma vitória do Governo que vai contra aquilo que é a vontade social maioritária”, graças à ajuda da extrema-direita que se tem mantido “silenciosa sobre este pacote laboral porque na verdade concorda com o fundo da questão”.

A primeira vitória da greve é “esta unidade entre as centrais sindicais, esta grande mobilização do mundo do trabalho”, que “significa uma vontade muito grande de parar esta agressão ao mundo do trabalho, mas também significa que essa vontade é para durar”, prosseguiu o coordenador bloquista. Pureza deixou o apelo a que essa unidade e mobilização prossigam após o dia da greve geral “para que o Governo não faça depois aquilo que já nos habituou, que é fazer uma manobra de diversão aqui ou acolá, adocicar a proposta aqui ou acolá e fazer passar as coisas em virtude da arquitetura parlamentar e da aritmética parlamentar”.

A outra grande vitória já alcançada por esta greve é que “o país deixou de falar de burcas, o país deixou de falar de manobras de diversão, e passou a falar daquilo que é essencial, que são os direitos das pessoas, do trabalho, da vida pessoal e vida laboral”, concluiu o coordenador bloquista.