Protestos contra encerramento de estações de CTT e privatização irão “até onde for preciso”

19 de junho 2013 - 15:13

Esta quarta feira, centenas de trabalhadores dos Correios de Portugal, representantes das juntas de freguesia e populações de freguesias de várias zonas do país protestaram contra o encerramento de estações de CTT e o processo de privatização da empresa. Sindicato promete levar a luta “até onde for preciso”. A deputada do Bloco Ana Drago participou neste protesto e reforçou o empenhamento do Bloco nesta luta.

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Foto de Paulete Matos.

Na ação de protesto, que teve lugar esta manhã na sede dos CTT, no Parque das Nações, em Lisboa, participaram centenas de manifestantes do Alentejo, Setúbal, Lisboa, do Algarve e do Minho.

Vítor Narciso, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT), referiu que “esta é a continuação da luta contra o encerramento de estações e a privatização dos CTT porque as duas coisas estão ligadas e é mais uma fase da luta, que vai alastrar”, frisando ainda a “certa unidade e colaboração” entre o sindicato e as freguesias.

O sindicalista garantiu que a luta “irá até onde for preciso para defender a manutenção das estações de correio abertas e contra a privatização”. “Vai ser até que a voz nos doa”, salientou Vítor Narciso em declarações à agência Lusa.

Os manifestantes optaram por não pedir qualquer reunião com a administração dos CTT, já que a mesma não merece respeito “por aquilo que está a fazer pela empresa, pelos trabalhadores e pelo país”, esclareceu o dirigente sindical.

Os populares que participaram no protesto, entre os quais os moradores de Boliqueime, relataram à Lusa a “falta de condições” dos espaços para onde foram transferidos os serviços dos CTT, bem como o atraso no pagamento das reformas.

A deputada do Bloco de Esquerda Ana Drago esteve presente neste protesto, reforçando a solidariedade do Bloco e o seu empenhamento na luta contra o encerramento das estações de CTT e o processo de privatização da empresa.

A dirigente bloquista lembrou que a empresa Correios de Portugal tem sido uma fonte importante de receitas para o erário público e defendeu que o ataque aos serviços públicos e de proximidade levado a cabo pelo governo tem consequências sociais desastrosas.

O projeto de resolução do Bloco de Esquerda, no qual os bloquistas defendiam que a operação em curso para encerrar centenas de estações e privatizar os Correios deve ser travada, foi rejeitado no final de maio com os votos contra do PSD, CDS-PP e PS, no que respeita ao seu ponto 2, e com os votos contra do PSD e CDS-PP e a abstenção do PS, no que respeita aos restantes pontos.

O encerramento das estações de CTT tem vindo a motivar ações de protesto um pouco por todo o país, sendo que as mesmas têm contado, inclusive, com a participação de autarcas. Os mais idosos e os cidadãos com mobilidade reduzida são os mais prejudicados com o encerramento dos correios.