Na ação de protesto, que teve lugar esta manhã na sede dos CTT, no Parque das Nações, em Lisboa, participaram centenas de manifestantes do Alentejo, Setúbal, Lisboa, do Algarve e do Minho.
Vítor Narciso, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT), referiu que “esta é a continuação da luta contra o encerramento de estações e a privatização dos CTT porque as duas coisas estão ligadas e é mais uma fase da luta, que vai alastrar”, frisando ainda a “certa unidade e colaboração” entre o sindicato e as freguesias.
O sindicalista garantiu que a luta “irá até onde for preciso para defender a manutenção das estações de correio abertas e contra a privatização”. “Vai ser até que a voz nos doa”, salientou Vítor Narciso em declarações à agência Lusa.
Os manifestantes optaram por não pedir qualquer reunião com a administração dos CTT, já que a mesma não merece respeito “por aquilo que está a fazer pela empresa, pelos trabalhadores e pelo país”, esclareceu o dirigente sindical.
Os populares que participaram no protesto, entre os quais os moradores de Boliqueime, relataram à Lusa a “falta de condições” dos espaços para onde foram transferidos os serviços dos CTT, bem como o atraso no pagamento das reformas.
A deputada do Bloco de Esquerda Ana Drago esteve presente neste protesto, reforçando a solidariedade do Bloco e o seu empenhamento na luta contra o encerramento das estações de CTT e o processo de privatização da empresa.
A dirigente bloquista lembrou que a empresa Correios de Portugal tem sido uma fonte importante de receitas para o erário público e defendeu que o ataque aos serviços públicos e de proximidade levado a cabo pelo governo tem consequências sociais desastrosas.
O projeto de resolução do Bloco de Esquerda, no qual os bloquistas defendiam que a operação em curso para encerrar centenas de estações e privatizar os Correios deve ser travada, foi rejeitado no final de maio com os votos contra do PSD, CDS-PP e PS, no que respeita ao seu ponto 2, e com os votos contra do PSD e CDS-PP e a abstenção do PS, no que respeita aos restantes pontos.
O encerramento das estações de CTT tem vindo a motivar ações de protesto um pouco por todo o país, sendo que as mesmas têm contado, inclusive, com a participação de autarcas. Os mais idosos e os cidadãos com mobilidade reduzida são os mais prejudicados com o encerramento dos correios.