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Protesto ambientalista à porta da cimeira dos poluidores em Lisboa

O coletivo Extinction Rebellion Portugal foi à porta do hotel Ritz protestar contra o encontro promovido pelos que “mercantilizam as emissões dos gases poluentes responsáveis pela destruição dos ecossistemas”.
Foto Extinction Rebellion Portugal/Facebook

A ação juntou algumas dezenas de ativistas pela justiça climática à porta do encontro organizado pela Associação Internacional de Comércio de Emissões (IETA), que conta entre os seus membros empresas como a BP, BNP Paribas, Iberdrola, Naturgy, Petrochina, Repsol, Shell, Total, TransCanada e Vattenfall.

“Não podemos ficar indiferentes a um evento que apresenta o “Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050”, com a sua meta temporal irrealista, como solução para a ruína climática que se avizinha”, diz o movimento em comunicado publicado após a ação que pretendeu alertar o ministro português do Ambiente para “o sangue que será derramado por milhares e milhares de pessoas, cidadãos nacionais e estrangeiros, bem como de todos os seres vivos, nascidos e por nascer, vítimas de um sistema que nos está a encaminhar para a Extinção”.

Os ativistas acusam o governo de “inércia face à ameaça existencial em curso” e dão como prova disso a presença do ministro do Ambiente como anfitrião do encontro, que olham como um sinal de “nítido aproveitamento político, [que] legitima a mentira que os poderosos pretendem perpetuar ao mascararem as intenções de continuarem a acumular lucros com o subterfúgio de um suposto selo verde”.

“Exigimos que o Ministro encare a situação presente e que priorize o seu mandato de acordo com seriedade, visão clara e independente de interesses económicos, que é aquilo o que o momento crucial nos exige, ao invés de abrir portas para que possam ser extraídos combustíveis fósseis em Portugal”, prossegue o comunicado da Extinction Rebellion Porugal, concluindo com um apelo a João Matos Fernandes: “Estamos todas e todos a ver, o Mundo e o Futuro estão a olhar para o si, use a sua consciência e que o seu legado político não seja o de ser um dos nossos carrascos”.

 

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