Segundo a Organização de Produtores Hortofrutícolas do Algarve (OPH), as 400 toneladas são deitadas no lixo, por incapacidade de vender, doar ou armazenar a produção. A OPH chegou a contactar o Banco Alimentar para doar o tomate, mas não encontraram solução por falta de condições de armazenamento.
As graves perdas devem-se ao clima de medo face à propagação da bactéria E. coli na Alemanha e às orientações impostas pelas autoridades alemãs, com o aval das instituições europeias. Muitos produtores algarvios podem ter perdido quase 100% da sua produção.
O Bloco de Esquerda questionou o Governo, através do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, perguntando: Que medidas urgentes o Governo propõe para enfrentar esta situação; se o Governo garante condições de armazenamento e indemnização justa aos agricultores prejudicados. E ainda “No quadro europeu, que medidas se propõe o Governo assumir, no sentido de preservar os interesses dos produtores nacionais, dignificando a agricultura nacional e preservando-a da arbitrariedade e prepotência de que foi alvo no contexto da crise da bactéria em referência”?
Mais informação no site do grupo parlamentar do Bloco de Esquerda.