Habitação

Preços das casas mais altos de sempre: Setúbal e periferia de Lisboa com fortes subidas

29 de março 2025 - 15:05

Dados do INE mostram que a avaliação dos preços das casas pelos bancos subiu 16% num ano. Lisboa é a mais cara mas a Península de Setúbal foi a zona com crescimento mais forte. Também em concelhos como Amadora, Odivelas e Almada a tendência é de forte subida.

PARTILHAR
Habitação.
Habitação. Foto de Paulete Matos.

A avaliação dos preços das casas pelos bancos com o objetivo de conceder crédito teve uma subida recorde. O valor mediano desta por metro quadrado foi de 1.810 euros em fevereiro de 2025, mais 36 euros que em janeiro. Trata-se da maior subida desde o início desta série estatística em janeiro de 2011. Em termos homólogos, a taxa de variação fixou-se em 16,0% quando em janeiro de 2025 tinha sido de 14,5%.

Estes dados foram divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística e mostram os valores mais altos de sempre. Em termos de regiões destaca-se a Madeira, com a maior subida do valor das casas relativamente ao mês de janeiro, 4%. E a Península de Setúbal com o crescimento anual de 17,1%, atingindo 2.071 euros por metro quadrado.

A tendência forte de subida abrange toda a zona à volta de Lisboa com crescimentos de mais de dois dígitos na Amadora, Odivelas e Almada, por exemplo. Já a capital continua a ser a mais cara por metro quadrado com a avaliação bancária a chegar aos 4.050 euros.

O INE informa que o valor mediano de avaliação bancária dos apartamentos se fixou em em 2.032 euros por metro quadrado, uma subida de 16,7% num ano. Globalmente, a Grande Lisboa é a mais cara (2.699 euros por metro quadrado), seguida pelo Algarve (2.350). Já onde as casas valem menos é no Alentejo (1.272), tendo inclusive descido. O maior aumento no caso dos apartamentos foi na Península de Setúbal com uma subida de 17,8% num ano, chegando a 2.050 euros por metro quadrado.

Em termos de moradias, o valor mediano fixou-se nos 1.347 por metro quadrado. Se comparado com janeiro, a subida é de 9.5%. Sem surpresa, as regiões mais cara são também aqui a Grande Lisboa (2.529 euros) e o Algarve (2.448 euros). A zona Centro apresenta o valor mais baixo (1.019), seguida do Alentejo (1.098). Nesta tipologia de habitação a maior subida ocorreu na Região Autónoma da Madeira (17,6%) e não houve qualquer zona do país onde o valor tivesse crescido.