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Preço dos combustíveis: “Governo não tem coragem de acabar com o abuso”

A redução do desconto do ISP veio atenuar a queda do preço dos combustíveis. Para Pedro Filipe Soares, o problema é a “especulação abusiva” que tem permitido lucros “ultramilionários” às petrolíferas.
Pedro Filipe Soares. Foto Ana Mendes.

Ouvido no Fórum TSF sobre a decisão do Governo em reduzir o desconto no Imposto sobre Produtos Petrolíferos, impedindo assim o preço dos combustíveis de descer mais, o líder parlamentar bloquista afirmou que o problema de fundo está na “especulação abusiva dos preços” e na atitude de um Governo que “não tem coragem de acabar com este abuso e limitar o preço dos combustíveis”.

Para Pedro Filipe Soares, “é inaceitável o que as empresas estão a ganhar”, ao aumentarem as suas margens na refinação à boleia da subida dos preços do barril de petróleo. Um problema que é anterior à guerra na Ucrânia, como tinha alertado o secretário-geral da ONU, António Guterres, lembrou o deputado do Bloco.

Quanto à mexida no imposto, Pedro Filipe Soares entende que no atual contexto de empobrecimento generalizado da população, o Governo “devia fazer mais para reduzir a pressão dos preços sobre as famílias”, que assim são duplamente penalizadas pela via fiscal e pela via da “gula das gasolineiras”. Em primeiro lugar, deve “meter a mão no abuso que puxa pela inflação”, através do controlo de preços. E depois taxar os lucros abusivos destas empresas e aplicá-los “em políticas que possam redistribuir riqueza”. Mas até agora o Governo só tem dado provas de “não ter coragem para enfrentar a elite económica e os abusos dos superricos”, lamentou.

O líder parlamentar bloquista classificou ainda de “absurdo e ridículo” o argumento apresentado por deputados socialistas que este imposto seria uma resposta à crise climática, penalizando o uso de combustíveis fósseis. Isso seria “impor a transição energética às pessoas contra a carteira delas, deixando os muito ricos com muito dinheiro”, o que não faz sentido enquanto estratégia ambiental, concluiu.

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