Precários protestam no domingo contra o exílio da juventude ibérica

05 de abril 2013 - 15:25

Este domingo, o movimento Juventud Sin Futuro convoca uma mobilização internacional sob o lema "Não partimos, somos expulsos". O protesto em Lisboa é na estação do Rossio a partir das 17h e conta com o apoio dos Precários Inflexíveis.

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O exílio forçado de milhares de jovens portugueses e espanhóis, que fogem ao desemprego e à perpetiva de uma vida miserável, é o alvo da denúncia deste protesto lançado pelo movimento Juventud Sin Futuro (JSF) para mobilizar na tarde de domingo a juventude nos países de destino da nova vaga de emigração. Em Portugal, a Associação de Combate à Precariedade - Precários Inflexíveis (ACP-PI) associou-se à iniciativa e estará com um grupo de jovens da JSF na Estação do Rossio a partir das 17h deste domingo para reclamar "o reconhecimento de que o que se passa com o novo regime de austeridade, desemprego e precariedade não é uma emigração, mas sim um exílio de fatias colossais dos países intervencionados pela troika e UE".

A mensagem deste protesto passa por apresentar as duas opções com que se deparam os jovens trabalhadores no momento atual: a opção de aceitar "as inevitabilidades de desemprego, precariedade e exílio ou a opção de lutar, pela qual nos batemos e a qual apoiamos para todas as gerações de precários e precárias, desempregadas e estudantes, em todos os países e todas as populações que combatem o novo regime de austeridade", diz o comunicado da ACP-PI. Tendo em conta o aumento brutal da emigração jovem nos últimos dois anos em Portugal, os jovens precários não têm dúvidas que "assistimos a um exílio em massa, imposto pelos governos da austeridade e da troika".

"Já nos expulsaram e acabámos em Lisboa. Mas não nos calamos", diz a convocatória do protesto da JSF, apelando a que as pessoas tragam a sua mala de viagem à estação do Rossio, onde pretendem gravar um vídeo e escrever uma carta gigante que será entregue logo a seguir na embaixada espanhola, a poucos metros do ponto de encontro. 

"Mas o país onde chegámos também não se livra do seu exílio", prossegue o texto da JSF, lembrando que "são muitos os portugueses que também foram condenados a procurar uma vida melhor longe de suas casas por causa das políticas de austeridade da troika". "Queremos solidarizar-nos com eles. A nossa luta é internacional", concluem.