O Eurostat divulgou nesta sexta feira as estatísticas do desemprego no mês de abril de 2012.
A taxa de desemprego entre os jovens com menos de 25 anos em Portugal subiu para 36,6%, no mês de abril de 2012, enquanto em março era de 35,9%. Em relação a um ano antes, a taxa de desemprego jovem subiu de 28,5% para 36,6%, a maior subida do desemprego jovem em toda a União Europeia.
A subida da taxa de desemprego continua a ser vertiginosa em Portugal. De acordo com o Eurostat, a taxa de desemprego em outubro de 2011 era de 13,6%, em novembro de 14,1%, em dezembro de 14,6%, em janeiro de 2012 14,7%, em fevereiro 14,8%, em março 15,1% e em abril 15,2%.
A taxa de desemprego de Portugal é a terceira maior da União Europeia, apenas inferior à da Espanha (24,3% em abril), à da Grécia (21,7 em fevereiro) e igual à da Letónia.
No desemprego jovem, a taxa de Portugal é também a terceira da UE, somente inferior à da Espanha (51,5%) e à da Eslováquia (39,3%).
A taxa de desemprego na zona euro foi, no mês de abril, de 11% (igual à do mês anterior) e na UE de 10,3%, em março era de 10,2%.
O Governo, que previa uma taxa de desemprego de 14,5% em 2012 e 14,1% em 2013, mudou radicalmente as suas previsões. O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, veio anunciar que o Governo prevê uma taxa de desemprego de 15,5% no global de 2012 e de 16% em 2013, confirmando assim que a sua política está a provocar um contínuo aumento do desemprego.
Segundo a agência Lusa, a deputada Maria Aiveca do Bloco de Esquerda, comentando os novos dados do Eurostat, declarou: "O desemprego só tem uma direção, continua a subir. 15, 2 por cento é uma brutalidade e pior que isso é que a taxa continua a aumentar particularmente nos jovens, o que significa que um em cada três jovens está desempregado".
A deputada do Bloco afirmou que o Governo "não pode falar em esperança porque não tem nenhuma proposta" para combater o desemprego e salientou que "com esta taxa de desemprego o país continuará para o desastre anunciado, para uma recessão que não tem fim", considerando que o Governo "está a pôr toda uma geração à rasca, como também todos os portugueses numa situação de fragilidade".