Portagens: enterro do desenvolvimento do Algarve

08 de dezembro 2011 - 0:50

A partir das 0h desta quinta-feira começam a ser cobradas portagens nas A22, A23, A24 e A25. Comissão de utentes da A22 fez enterro simbólico. Movimentos prometem continuar protestos.

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Enterro simbólico do desenvolvimento do Algarve.

O movimento anti-portagens na Via do Infante (A22), que atravessa o Algarve, promoveu esta quarta-feira, numa das principais entradas de Faro, o enterro simbólico do desenvolvimento económico no Algarve, na véspera do início da cobrança de portagens nesta autoestrada, usando um caixão em forma de mapa do Algarve.

Os manifestantes da Comissão de Utentes usaram máscaras de políticos nacionais e regionais responsáveis por uma medida que irá “provocar mais desemprego, mais falência e mais crise” na região.

Os visados foram o antigo primeiro-ministro José Sócrates, o Presidente da República, o atual primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, ou os deputados algarvios Miguel Freitas (PS) e Mendes Bota (PSD) e o presidente da Câmara de Faro, Macário Correia. Todos eles foram, segundo João Vasconcelos, da Comissão de Utentes da Via do Infante, “os grandes responsáveis pelo enterro do Algarve”.

Para Vasconcelos, “as portagens são um roubo, um esbulho, a que os cidadãos do Algarve estão a ser sujeitos”, acrescentando que o resultado será “mais falências de empresas e mais desemprego”.

O membro da comissão de Utentes apelou aos algarvios para que, a partir das zero horas de quinta-feira, quando se iniciar a cobrança de portagens, “boicotem a Via do Infante e comecem a utilizar a Estrada Nacional 125”.

A partir das 0h desta quinta-feira, passam a ter portagens as A22, A23, A24 e A25.