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Políticos portugueses são campeões de presenças no Qatar

Portugal é desde já o país com mais representação política no mundial de futebol. Já os interesses económicos do Qatar em Portugal passam por um investimento de 400 milhões de euros na EDP e uma participação de 21,67% na SAD do Sporting Clube de Braga.
Qatar. Foto de Slippy Slappy/Flickr.
Qatar. Foto de Slippy Slappy/Flickr.

Presidente da República, primeiro-ministro, presidente da Assembleia da República e secretário de Estado do Desporto. Esta é a delegação política portuguesa ao mais alto nível que marcará presença no campeonato mundial de futebol organizado no Qatar e contestado pelas violações dos direitos humanos perpetradas pelo regime deste país.

Segundo o Observador, não há “nenhum outro país estrangeiro que tenha tanta representação no Qatar como Portugal”. De acordo com este órgão de comunicação social, só mais três outros países enviaram o chefe de Estado: Espanha, Arábia Saudita e Senegal. E apenas o primeiro-ministro português confirmou desde logo a sua presença. Outros líderes políticos europeus condicionam a presença ao sucesso desportivo da equipa, como Macron e Scholz. De ressalvar que outros dez países ainda não tomaram posição pública sobre a presença de dirigentes políticos. Na parte da fase de grupos, Portugal destaca-se desde já como o mais representado.

Ao mesmo tempo, o Expresso dá conta dos interesses económicos que ligam os dois países concluindo que “Portugal tem tido uma posição relativamente discreta na carteira de investimentos do Catar”, sendo o 68º cliente e o 52º fornecedor de Portugal em 2021 com 0,1% das importações portuguesas e 0,06% das exportações.

O capital deste Estado prefere outras paragens. No Reino Unido é o 10º maior proprietário de terrenos e detém os armazéns Harrods. Em França controla o Paris Saint-Germain. Para além disso, tem participação na Uber, na Volkswagen, nos estúdios de cinema Miramax, entre outros.

De entre os investimentos de nacionais do Catar em território nacional destaca-se uma participação na EDP, no valor de 400 milhões de euros em 2021, correspondente a 2,27% da empresa, de 21,67% na sociedade anónima desportiva do Sporting Clube de Braga e um “grande investimento”, segundo as palavras do embaixador catariano no empreendimento hoteleiro W Algarve, em Albufeira.

Em dez anos de Visto Gold foram cinco os investidores do Qatar que utilizaram o esquema nacional de venda de vistos para os mais ricos, tendo gasto 2,28 milhões de euros.

Em sentido contrário, há 373 empresas portuguesas que exportam para o Catar, entre as quais a Teixeira Duarte, Sacoor Brothers e a Parfois.

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