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Plataforma “Agora, o Povo” já conta com seis partidos da esquerda europeia

A iniciativa lançada em Lisboa no passado mês de abril pelo Bloco, Podemos e France Insoumise conta a partir desta quarta-feira com a participação de partidos da Dinamarca, Suécia e Finlândia.
Assinatura da adesão dos três partidos nórdicos à plataforma "Agora, o Povo"

Foi assinado esta quarta-feira em Bruxelas a declaração que alarga a plataforma de partidos da esquerda que pretendem trazer propostas comuns às próximas eleições europeias de 2019. O encontro contou com a presença de Catarina Martins e Jean-Luc Mélenchon e do eurodeputado do Podemos Miguel Urbán.

Para além dos promotores iniciais do documento de Lisboa “Agora, o Povo”, juntaram-se dirigentes dos três novos partidos signatários da iniciativa: a Aliança Verde Vermelha (Enhedslisten/Dinamarca), o Partido de Esquerda (Vänsterpartiet/Suécia) e a Aliança de Esquerda (Vasemmistoliitto/Finlândia).

Catarina Martins destacou a importância desta plataforma no quadro da preparação das eleições europeias e lembrou que os três partidos promotores “iniciaram já propostas para o combate à evasão e fraude fiscal”. "A ideia desta plataforma política é ser um debate sobre as políticas concretas que queremos levar a cabo em cada um dos nossos países e não sobre qualquer arranjo institucional da União Europeia", defendeu.

Para a coordenadora do Bloco, a próxima reunião do Conselho Europeu, que se realiza esta semana, “confirma o abandono de qualquer solução para a zona euro”. “Diziam que viria um plano de Macron e Merkel para combater as divergências na zona euro”, mas afinal trata-se de “um enorme flop: não há nenhuma ideia em cima da mesa”, afirmou Catarina.

Catarina Martins criticou também as recentes declarações de Mário Centeno por virem contrariar a posição do governo português sobre o orçamento europeu, mas também por usar “expressões como riscos morais para orçamentos redistributivos”, o que retoma o discurso de má memória acerca dos “virtuosos do norte e preguiçosos do sul”.

"Vemos com enorme estranheza e preocupação que o ministro das Finanças português, enquanto presidente do Eurogrupo, se oponha até às medidas — que do nosso ponto de vista são insuficientes e limitadas — que o governo português propõe para que o euro deixe de ser uma forma de o nosso país empobrecer", prosseguiu a coordenadora bloquista.

Por outro lado, Catarina disse esperar “que sejam absolutamente rejeitadas as plataformas regionais de desembarque para migrantes”, propostas pela Comissão Europeia para criar campos de refugiados às portas da União Europeia e que “são um atentado aos direitos humanos”. A responsabilidade dos estados membros, prosseguiu, é a de “criar condições de acolhimento, criar corredores seguros, parar de financiar e armar os conflitos”.

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