Pedro Soares dos Santos, CEO do Grupo Jerónimo Martins, empresa dona do Pingo Doce, ganhou o ano passado 3,7 milhões de euros apenas em salários, bónus e prémios. Se forem contados os últimos três anos, o gestor arrecadou 18,6 milhões de euros.
A notícia é do Correio da Manhã que esta terça-feira analisou os dados do relatório sobre o governo das sociedades do Grupo Jerónimo Martins nos quais consta que Soares dos Santos, em 2022, ganhou 1,1 milhões em salários, 1,8 milhões em prémios e bónus relativos a anos anteriores e 740 mil euros em contribuições para o plano de pensões.
No dia seguinte, chegou a notícia do aumento dos preços de alguns produtos de cafetaria do Pingo Doce. A partir de um tweet que se tornou viral e que mostra duas faturas de compras no bar do Pingo Doce de Barcelos com cinco dias de diferença, denunciava-se que “uma compra básica de 2,87€ passou a custar 3,29€. Um aumento de 14,6%.”
Em 5 dias, no bar do Pingo Doce, uma compra básica de 2,87€ passou a custar 3,29€. Um aumento de 14,6%.
Tirem as vossas próprias conclusões.
(Via DM) pic.twitter.com/63i4oKGaP1— Dr. Pedro Amorim e Bourbon de Linhaça (@EuSouZarolho) March 29, 2023
O NIT questionou o Pingo Doce sobre a veracidade da denúncia e este confirmou o aumento, alegando ser “normal”, “fruto dos aumentos generalizados no preço dos alimentos” e que artigos como o galão não eram aumentados “há dois anos”, sendo assim um ajuste “necessário”. Face às acusações que circularam no Twitter de que se trataria de uma forma de reduzir o impacto da redução do IVA negociada com o Governo, a empresa contesta porque “os produtos que aumentaram são de restauração, e as regras do IVA zero aplicam-se aos artigos de supermercado, e não aos de restauração”.