Peugeot/Citroen de Mangualde vai despedir 450 trabalhadores

17 de fevereiro 2012 - 13:19

A multinacional francesa PSA/Citroen decidiu suspender o terceiro turno na sua fábrica de Mangualde e irá despedir 450 trabalhadores, a partir de abril próximo. CT lamenta a decisão da direção da empresa e diz que não podem aceitar isto de “ânimo leve”.

PARTILHAR
Jorge Abreu da CT da PSA de Mangualde declarou que o único sinal que os trabalhadores do terceiro turno tinham era “trabalhar até à exaustão nas horas em que estão na empresa”

Segundo o jornal “Diário de Notícias”, a administração da PSA de Mangualde confirmou que a suspensão do terceiro turno da fábrica irá provocar 450 despedimentos a partir de abril próximo.

Em 2008 a fábrica da PSA de Mangualde suspendeu também o terceiro turno, lançando centenas de trabalhadores no desemprego. Em 2010, a empresa voltou a criar o terceiro turno, com mais de 300 trabalhadores. Nessa altura, empregou cerca de 100 trabalhadores que tinham sido anteriormente despedidos, mas pagando-lhes apenas cerca de metade do salário que recebiam antes.

Agora, a direção da PSA de Mangualde decidiu suspender o terceiro turno de novo. Elísio Oliveira, da administração disse à agência Lusa que “face à quebra das economias, nomeadamente europeias, quer no final de 2011, quer às perspetivas de crescimento quase nulo em toda a Europa”, o Centro de Produção de Mangualde tem de “rever os programas de produção” e fazer novo ajustamento.

Elísio Oliveira acrescentou ainda que “a partir do segundo semestre do ano passado começou a haver um arrefecimento da economia, com reflexo nos mercados, e pressentia-se que os mercados estavam a cair e que, eventualmente, poderíamos ter de fazer ajustamentos”.

Em declarações à RTP, Jorge Abreu presidente da CT da PSA de Mangualde afirmou: “Lamento profundamente depois de todo este processo desde 2008 que a direção da empresa tenha mais uma vez esta posição”. Questionado se a empresa tinha dado sinais da suspensão do terceiro turno, Jorge Abreu declarou que o único sinal que os trabalhadores do terceiro turno tinham era “trabalhar até à exaustão nas horas em que estão na empresa” e sublinhou: “Não podemos aceitar isto de ânimo leve”.