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Pessoal de Voo da TAP vota regresso à greve

Por larga maioria, os tripulantes recusaram a proposta da administração da empresa, decidindo manter o pré-aviso de greve para a época entre 25 e 31 de janeiro. O SNPVAC fala numa insatisfação “gigante” dos trabalhadores.
Interior de um voo da TAP. Foto de nodesign.net/Flickr.
Interior de um voo da TAP. Foto de nodesign.net/Flickr.

Em assembleia geral realizada esta quinta-feira, os sócios do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil chumbaram por larga maioria a proposta que lhes tinha sido apresentada pela TAP, decidindo manter a greve marcada para a época entre 25 e 31 de janeiro.

Com 858 votos contra, 29 a favor e 9 abstenções, os trabalhadores consideraram o que era proposto pela TAP como “insuficiente”, nas palavras de Ricardo Penarróias, presidente do SNPVAC, dada a existência de um “sentimento de revolta” e uma insatisfação “gigante”. Esta foi, considera, “provavelmente uma das maiores votações de sempre e é um sinal que espero que a administração, espero que o Governo entenda de uma vez por todas”.

À Lusa, Penarróias manifesta contudo que os tripulantes estão ainda “abertos ao diálogo”. A prova disso é “o facto de nós, excecionalmente, termos deixado a assembleia-geral em aberto, para poder ser marcada uma assembleia em 24 horas, para poder ser decidida ou não a retirada do pré-aviso de greve”.

Apesar de o Governo ter aceitado 12 das 14 reivindicações apresentadas pelos trabalhadores, “a insatisfação atingiu níveis” que fazem com que isso não baste. Assim, “neste momento, [a TAP] não poderá fugir muito dos 14 pontos na sua totalidade”. As duas reivindicações que ficaram de fora são o regresso do chefe de cabine nos voos de longo curso dos aviões A330 e "uma particularidade" no que diz respeito ao descanso adicional em determinados voos.

Mas o problema, mais do que esse dois pontos, "é toda a conjuntura que se vive em volta da administração, em volta do grupo TAP”.

O SNPVAC acusou também a companhia aérea de ter abusado do poder aquando da pandemia e da celebração de acordos de emergência com os sindicatos, que permitiram a aplicação de um plano de reestruturação com cortes salariais, "galgando" por cima dos direitos, regalias e salários “de uma forma anárquica, fazendo despedimentos ilícitos”.

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