Após um encontro com o ministro da Presidência do Conselho de Ministros, no qual também participou a deputada do Bloco de Esquerda Rita Calvário, Luís Fazenda defendeu que “o fundamento e conteúdo deste acordo é o PEC 4 que foi reprovado na Assembleia da República com alguns agravamentos, o que vem implicitamente dar razão ao BE que sempre disse que o PEC 4 é a receita do FMI”.
O dirigente do Bloco de Esquerda sublinhou que o governo socialista fechou o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Central Europeu (BCE) e a Comissão Europeia (CE) sem qualquer consulta prévia aos partidos e lembrou que estes receberam o documento que resultou das negociações exactamente ao mesmo tempo, o que “esvazia o mito das mais-valias das conversações com a troika”.
Luís Fazenda também salientou que o acordo firmado não inclui qualquer cláusula sobre a possibilidade de ajustamento de algumas das medidas previstas no período pós-eleitoral, como avançou o PSD.