As entidades patronais portuguesas querem que os cortes no pagamento das horas extra e feriados se prolonguem por mais um ano.
Os cortes, implementados pelo executivo de Passos Coelho em 2012 e estendidos até dezembro de 2014, permitem que as empresas suspendam os instrumentos de regulamentação coletiva do trabalho que visam um pagamento total do trabalho suplementar ou em dias de feriado superior ao fixado pelo Código do Trabalho.
Agora, as empresas alegam incapacidade para o pagamento total e defendem a continuidade dos cortes em 2015. O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), António Saraiva, diz que não são ainda visíveis “sinais substanciais de melhoria no dia-a-dia das empresas” e, por isso, gostariam “de ver a medida prolongada”, disse ao Dinheiro Vivo.
O responsável da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros (Antrop), António Cabaço, é da mesma opinião e salientou que é evidente que “se mantêm os problemas” e que os cortes devem continuar “até que estejam reunidas condições para que o tecido empresarial tenha capacidade de resposta”.