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Patrões do Porto de Lisboa querem rasgar pré-acordo com estivadores

Em causa está a greve nacional de 27 de julho, marcada pelo Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística em solidariedade com os trabalhadores dos portos de Leixões e do Caniçal, na Madeira.
Estivadores em luta no Porto de Setúbal
Foto publicada na página do Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística no Facebook.

Segundo a agência Lusa, a Associação dos Operadores do Porto de Lisboa declarou sem efeito o pré-acordo de atualização salarial alcançado no fim de junho com o sindicato, já ratificado pelos trabalhadores e que levou ao cancelamento de três semanas de greve ao trabalho suplementar.

Os patrões do Porto de Lisboa acusam o sindicato de “desrespeito” por ter convocado uma greve nacional em defesa dos direitos dos estivadores de outros portos do país.

A paralisação de 24 horas marcada para 27 de julho faz parte de uma jornada nacional de luta contra situações de discriminação dos estivadores de alguns portos. Para o Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística, essas situações de “assédio moral, desde perseguição a coação, desde suborno à discriminação, desde as ameaças de despedimento à chantagem salarial”, ocorrem sobretudo no Porto do Caniçal, na Madeira, mas também no de Leixões.

Para além do nível salarial dos estivadores madeirenses estar abaixo do praticado nos portos dos Açores e do Continente, há também “perseguições a trabalhadores sindicalizados e que pretendem se sindicalizar”, denunciou António Mariano, do SEAL. Uma perseguição que se sente na remuneração dos trabalhadores que “durante quatro anos deixaram de fazer trabalho suplementar, o que representa importante fatia do que levam para casa”, acrescentou em declarações ao Diário de Notícias da Madeira.

 

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