Como simpatizante do BE, penso que seria uma perca de tempo andar a discutir as razões porque se perdeu metade dos deputados. O que é importante agora é definir e levar à prática uma estratégia partidária, e talvez também organizacional, para os recuperar nas próximas legislativas.
A meu ver, o novo grupo parlamentar do BE deve ser como tem sido até aqui. Talvez, um pouco mais: interventivo, alternativo, contestatário, inovador, inteligentemente humorista e sempre com uma postura exemplar de boa educação, apesar das provocações de que vai ser alvo.
O aspecto alternativo tem que ser divulgado cada vez mais e permanentemente, de modo que chegue sempre a centenas de milhares de pessoas numa linguagem simples, apelativa e, tecnicamente, rigorosa. A divulgação deve ser feita por todos os meio: internet; redes sociais; comunicação social (jornais, rádio e televisão); comícios; muitas sessões de esclarecimento dadas, essencialmente, pelos deputados nos seus ciclos eleitorais para não haver divórcio entre eles e o eleitorado ? no meu caso, nunca vi ou ouvir falar numa única sessão de esclarecimento promovida pelo ex-deputado do BE por Leiria - . A divulgação das alternativas também deve ser difundida através de panfletos apelativos distribuídos pelo maior número de caixas de correio levada a cabo pelas estruturas locais do BE. Esta acção aparentemente de pouca importância, tem, de facto, muita importância porque mantém mais activas as estruturas locais e os seus militantes e, sobretudo, é uma forma de divulgação eficaz porque o panfleto vai para casa, juntamente com a outra correspondência, e anda por lá e acaba por ser lido e até, às vezes, por mais do que uma pessoa e com calma o que faz as pessoas pensar e reflectir. É totalmente diferente distribuí-los num terminal qualquer onde as pessoas os agarram e cinco segundos depois os deitam fora, devido à pressa com que vão.
Tais panfletos também devem abordar frequentemente problemas locais(autárquicos e outros que afectam directamente as populações) e as perspectivas das estruturas locais do BE para os resolver, contribuindo, assim, para uma cada vez maior ligação entre o partido e as populações locais. Dar uma divulgação massiva dos sites distritais e concelhios? que eu, como simpatizante, nem sabia da existência deles, quanto mais um eleitor(pessoa comum)? por todos os meios. O “esquerda.net” pode ter um link(secção) bem visível para dar a conhecer esses sites.
Dar muita mais actividade às estruturas locais, mantendo as sedes abertas e sendo, também, além de locais de planeamento do trabalho partidário, espaços agradáveis de convívio entre militantes e simpatizantes. Onde estes podem levar amigos, que podem vir a ser futuros simpatizantes e/ou militantes do BE.
As sedes também devem ser locais de informação sobre todos os direitos sociais das pessoas e como os podem obter. Prestando este serviço de modo eficaz, o BE identifica-se cada vez mais com o povo e este verá nele uma força que o ajuda e defende não só de conversa, mas, sobretudo, na prática, nos problemas do dia a dia. E nisso o esquerda.net pode e deve ter um link(secção) bem visível, bem organizado, bem explícito(explicando bem todos os direitos das pessoas e como os podem obter) e sempre actualizado.
O esquerda.net deve ter um link (secção) delicada à agricultura e, consequentemente, aos pequenos e médios agricultores. Um link onde os agricultores tivessem informação sempre actualizada sobre tudo ligado à agricultura.
O esquerda.net deve ter acesso a deficientes. Por exemplo, ter tecla de atalho que possibilitam aos deficientes motores entrar e sair dos links sem usar o rato. Eu navego na net porque tenho um rato especial que custa 250€. É só para meninos ricos! E o esquerda.net pode ser pioneiro a quebrar as barreiras para os deficientes. Pode e deve marcar a diferença em tudo!
Com os maiores votos de sucesso
Luís Sanches